quinta-feira, 19 de julho de 2012

‘No Quintal de Quelé’ no Cine-Teatro Solar Boa Vista



Uma ‘Noite para Clementina’ será realizada no Cine-Teatro Solar Boa Vista na próxima quinta-feira (19), a partir das 18h, como evento integrante das ações do projeto Julho+Solar, em comemoração aos 28 anos do equipamento cultural este mês. A programação constará de exposição de fotografias da cantora, exibição do documentário ‘Clementina de Jesus: Rainha Quelé’ e show-tributo ‘No Quintal de Quelé’.
Estarão presentes o diretor do documentário, Werinton Kermes, e cerca de 40 cantores baianos, entre eles, Juliana Ribeiro, Márcia Short e Dão, que encerrarão o evento com uma roda de samba.



Neta de escravos beneficiados pela Lei do Ventre Livre, a sambista participou do Festival de Artes negras em Dakar, em 1966, e do Festival de Cannes. Definida como maior expressão da negritude vocal brasileira, transformou-se na autêntica representante da música negra no Brasil.
Desde sua juventude participava de rodas de Samba no Rio de Janeiro, onde entoava jongos nas festas da baiana Tia Ciata e convivia de perto com Noel Rosa. Fez duetos com grandes nomes da música no Brasil, como dona Ivone Lara, Clara Nunes, Martinho da Viola e João Bosco.

O aniversário do Solar Boa Vista (Engenho Velho de Brotas) será comemorado durante todo o mês com diversas apresentações culturais - música, teatro, dança, filmes, literatura, oficinas, entre outras ações que, além de movimentar o espaço, contribuem para a plena revitalização do Parque Solar Boa Vista, onde está situado. Para assegurar ao público uma maior possibilidade de acesso, as atividades têm ingressos gratuitos ou a preços populares.


Fonte: Produtora Cris Santana ( Pau Viola Produções) 
Texto:SECOM

Um comentário:

Fanzine Episódio Cultural disse...

Poço de Misericórdia

Procuro um poço de misericórdia
Que tenha água em abundância
Para saciar a sede do meu povo.

Na terra onde nasceu
O gado não muge mais.
O jagunço do inferno fugiu,
Entre a caatinga e os cactos sem espinhos.

Oh, Deus! Procuro um poço de misericórdia
Onde eu possa umedecer o meu rosto
Que agora chora lágrimas secas
Molhando meus olhos de vergonha.

O sol escalda a coragem do meu povo
Secando a última gota de suas almas:
“Sal e lama, cobertores sem cama”.

Que nossos mártires não olhem para trás
Para que não fiquem presos no tártaro!

Dos nossos açudes queremos água,
Em nosso sertão queremos a paz,.
Pois é do sangue e da guerra
Que se alimentam os ditadores.

Procuro um poço de misericórdia...


*Do livro “O Anjo e a Tempestade”
( Agamenon Troyan )