segunda-feira, 30 de julho de 2012

Projeto "Seja Também um Sambista" agita o Pelô


"Sob todos os olhares" agita o Gamboa Nova



Estreia em Salvador o espetáculo "Sob todos os olhares", a primeira encenação do Coletivo de Artes Sob Todos os Olhares, projeto idealizado pelas atrizes e produtoras Cibele Marina e Patricia Rammos. A montagem, que tem a característica intrínseca do grupo de possuir uma plataforma "multiartes", será encenada no Teatro Gamboa Nova, do dia 3 até 26 de agosto, às sextas, sábados e domingos às 20h, com ingressos a R$ 20 (inteira). O universo feminino, seus prazeres e encalços serão colocados no palco através da cenografia, figurino, trilha, luz e interpretação, de modo em que todos tenham o mesmo peso.


Membros do CDDM tomam posse no Pelourinho


sábado, 28 de julho de 2012

Pernambués recebe I Feira de Saúde em 2012


"Educação nos Terreiros" é tema em Salvador



Por Marcus Tavares

Do ofício de jornalista, surgiu o interesse de aprender e pesquisar mais. Foi então um caminho sem volta. Há 20 anos, a jornalsita Stela Guedes Caputo resolveu seguir carreira acadêmica para aprofundar seus estudos sobre religião e escola, mais precisamente sobre terreiros de candomblé, crianças e escolas. Stela resolveu fazer mestrado, doutorado e pós-doutorado. Hoje, ela integra o quadro docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O estudo virou livro. Educação nos terreiros (Editora Pallas) será lançado no dia 16 deste mês, na livraria do Museu da República, a partir das 18h30. Haverá também um outro lançamento com a autora no dia 21, às 18 horas, na livraria da Uerj.
Em entrevista à revistapontocom, Stela adianta algumas conclusões de seu estudo. Traça uma breve historiografia do Ensino Religioso no Brasil e, em particular, no Rio de Janeiro. Mostra a importância de a sociedade conhecer o tema e se posicionar.
Acompanhe:
revistapontocom – Religião combina com escola pública?
Stela Guedes Caputo -
Não e digo porque. Veja: a Constituição brasileira de 1824 estabelecia em seu artigo 5º que a religião católica continuaria sendo a religião do Império. Todas as outras religiões eram permitidas, mas apenas em seus cultos domésticos, nada fora dos templos. Já a atual Constituição, de 1988, não instituiu qualquer religião como oficial do Estado. Além disso, seu artigo 19º diz que é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; II – recusar fé aos documentos públicos; III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. Isso deveria garantir a laicidade do Estado. Ao mesmo tempo, a mesma Constituição garante a liberdade de culto, a igualdade entre os cultos e isso é importante. Significa dizer que, no assunto religião, não há problema com as instituições de ensino particulares ou as ligadas às Igrejas, seja quais forem. O problema é o ensino religioso na escola pública.
revistapontocom - Mas sabemos que o ensino religioso está presente em todas as escolas, inclusive nas públicas. Como funciona na prática este ensino nas salas de aula?
Stela Gudes Caputo -
Não dá para discutir o assunto sem trazer um pouco de sua história. O problema do ensino religioso no Brasil começa com a chegada dos jesuítas que vão marcar o início de nossa escolarização com empenhos de catequese. A proclamação da República, em 1889, separa Estado e Igreja Católica, mas só a Constituição de 1891 garante o ensino laico nas escolas públicas. Desde então, a luta entre os setores laicos da educação e a Igreja Católica vem revezando-se entre avanços e derrotas ora de um e de outro. Há outros marcos importantes nessa contenda. Em 1967, já em plena ditadura militar, a Constituição desse ano garantiu mais uma vez o ensino Rrligioso como disciplina nos horários normais das escolas oficiais do ensino fundamental e médio, mas, conforme artigo da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1961, os ônus para os cofres públicos continuariam vetados, o que duraria até a LDB de 1971, que revoga esse artigo. Por conta dessa revogação e também graças às pressões da Igreja, professores do magistério público de outras disciplinas foram desviados para o ensino religioso. Então a Constituição de 1988 já encontra professores de religião nas escolas públicas e não vai romper com a Igreja. O resultado é que temos hoje uma Constituição totalmente esquizofrênica. Se a Constituição não estabelece nenhuma religião oficial, proíbe e seu artigo 19º dependência ou aliança com cultos e igrejas e, ainda, garante a igualdade entre os cultos, como pode ser que a mesma Constituição, no parágrafo primeiro de seu artigo 210º, estabeleça o ensino religioso? O curioso também é que o artigo 210º fixa conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. E a primeira coisa que tenta estabelecer e homogeneizar é o aspecto religioso de uma sociedade como a nossa, o que é impossível. É no artigo sobre valores culturais e artísticos que foi fixado o ensino religioso. Ter o ensino religioso na Constituição de 1988 foi uma derrota para os que lutam por uma educação pública de qualidade e laica. Tentando minimizar esse dano, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB 9394/96), de dezembro de 1996, definia que o ensino seria sem ônus para os cofres públicos e de acordo com as preferências manifestadas pelos alunos ou por seus responsáveis. O então ministro da Educação Paulo Renato Souza propõe alterar a LDB. O projeto do deputado padre Roque (PT-PR), que tramita em regime de urgência, é aprovado e resulta na Lei 9475 de 22 de julho de 1997. A LDB é enfim modificada e o Ensino Religioso é considerado parte integrante da formação do cidadão. A restrição aos cofres públicos desaparece e os estados ganham autonomia para regulamentarem essa disciplina, bem como a forma de selecionar e contratar professores. Desta forma, ficou aberto o caminho para, não digo inventar os absurdos que ocorrem em quase todos os estados, mas para legitimá-los.
revistapontocom –  Que tipos de absurdos?
Stela Guedes Caputo
- Por exemplo, em setembro de 2000, o então governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, sanciona a Lei 3.459, do ex-deputado católico Carlos Dias, e estabelece o ensino religioso confessional na rede estadual. Em 2004, Rosinha Garotinho, já governadora, realiza concurso público para professores de religião, aprova 1299 e contrata 500 professores que se somam aos 364 que já lecionavam essa disciplina nas escolas. Desses contratados, 68,2% são católicos, 26,31% evangélicos e 5,26% de outras religiões. Se você perguntar para a Coordenação de Ensino Religioso da Secretaria Estadual de Educação, ela vai dizer que nenhum professor faz proselitismo, ou seja, não há nada de catequeses ou doutrinação nas salas de aulas e que nessa disciplina só se ensina o que eles chamam de valores. Mas na prática não é o que acontece. Depoimentos revelam que em muitas escolas se reza o Pai Nosso. A Igreja católica lançou uma coleção de livros didáticos católicos em 2007. Professores entrevistados afirmam que selecionam o que há de comum entre católicos e evangélicos e planejam assim suas aulas, falam que estudantes de candomblé entendem que estão errados e se convertem. Ou seja, o tempo inteiro há o que eu chamo de atitude missionária de grande parte dos professores de ensino religioso. O pior é que essa atitude missionária, essa perspectiva de que a função da educação é converter alunos, é pregar uma religião, esse obscurantismo, também é característica de muitos professores que lecionam várias outras disciplinas como Língua Portuguesa, Matemática e por aí vai. Um dos grandes absurdos que eu verifiquei são os encontros de formação dos professores de ensino religioso no estado do Rio. A Secretaria de Educação não se reúne com nenhuma outra área, não realiza encontros periódicos para avaliar problemas de Matemática, de História ou de Química, por exemplo, e traçar projetos de solução. Mas faz encontros sistemáticos com os professores de religião e organiza, principalmente, a inserção da Campanha da Fraternidade de cada ano nas escolas públicas. Isso devia ser crime porque é evidente que fere a laicidade, é evidente que privilegia um grupo religioso, portanto, é evidente que é inconstitucional.
revistapontocom – Esses dados que você traz estão ligados a sua pesquisa, não é isso?  Você acompanhou durante 20 anos a relação das crianças com o candomblé. Por que este interesse?
Stela  Guedes Caputo
– Eu era repórter do Jornal O Dia, no Rio de Janeiro, e estava desenvolvendo uma pauta dada pelo meu editor que era mapear os terreiros de candomblé na Baixada Fluminense. Ele queria saber se as religiões afro-descendentes ainda resistiam. Na noite do dia 13 de outubro de 1992, cheguei ao Ile Omo Oya Legi, a casa de Mãe Palmira de Iansã, em Mesquita, na Baixada Fluminense e vi um menino de quatro anos tocando atabaque. Em um instante a pauta mudou. Não sabia que crianças podiam receber cargos. O menino era Ricardo Nery (o da foto na home page da revistapontocom) que já era Ogan, um cargo muito importante na hierarquia do candomblé. Ele era responsável, por exemplo, por convocar os Orixás para o terreiro. Fiquei curiosa e fizemos uma boa matéria com outras crianças que conheci na época. Ocorre que já nessa ocasião Ricardo e outras crianças me falaram que, ao mesmo tempo em que sentiam orgulho da religião, da cultura afro-descendente, elas se sentiam discriminadas nas escolas que frequentavam e escondiam a fé. Diziam que eram católicos e católicas para não sofrerem. Todas elas tinham relatos de discriminação e racismo. A coisa piorou porque o Bispo Macedo, da Igreja Universal, comprou as mesmas fotos que usamos na nossa reportagem e publicou na Folha Universal e em um livro seu essas imagens, mas discriminando o Ricardo, a Paula, a Tauana (a menina que aparece na home page da revistapontocom), pessoas com as quais conversamos. As crianças sofreram muito e eu já não podia mais abandonar o que para mim se configurou como uma grande questão. Resolvi aprofundar o tema, fiz mestrado, doutorado e pós-doutorado em educação e fui acompanhando o crescimento das crianças, aprendendo com elas e pensando sobre a sociedade brasileira marcada por fortes desigualdades de classe e de raça e por diferenças culturais. A escola, da mesma forma, é marcada por tudo isso.
revistapontocom – E o que você constatou com esta pesquisa?
Stela Guedes Caputo
– Digo sempre que esta pesquisa é uma encruzilhada. Ela aponta para dois caminhos. E eu segui os dois. O primeiro caminho me levou para os terreiros que vejo como espaços ricos de aprendizagens, de circulação de conhecimentos. São, e aqui vou usar uma noção da professora Nilda Alves, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, “redes educativas”, ou seja, os terreiros, assim como diversos outros espaços também educam. Nesses terreiros de candomblé, crianças e jovens, sobretudo negros, aprendem e ensinam sobre ervas, comida, preceitos, história, roupas, danças, sobre o yorubá que é uma língua viva falada na Nigéria, no Sul da República do Benin, nas repúblicas do Togo e de Gana por cerca de 30 milhões de pessoas. Os terreiros de candomblé ajudaram a manter essa língua. O outro caminho percorrido é que essa rede de conhecimento penetra, está e circula nas escolas. O que acontece com ela? Por que não é bem-vinda? Por que é desprezada se pode ensinar tanto? E pior: por que é desrespeitada e discriminada? Foi o que percebi: a maioria das crianças sente vergonha de suas culturas e a escondem.
revistapontocom - Mas o universo rico e valioso de conhecimento que as crianças têm acesso nos terreiros não seria o mesmo que as crianças têm na religião católica, espírita, judaica ou islâmica? É uma questão de preconceito?
Stela Guedes Caputo
– A minha pesquisa é sobre candomblé, uma religião que passei a amar profundamente, principalmente por sua importância para a afirmação de identidades e culturas negras, o que é central na luta contra o racismo nesse país. Imagino que todos os espaços religiosos são espaços em que circulam conhecimentos e aprendizagens e são também importantes para suas culturas de referência. Mas, como educadora, não posso deixar de questionar o que se aprende e como se aprende. Então eu pergunto: o que se aprende nos espaços religiosos? A respeitar ou a discriminar orientações sexuais? A respeitar ou discriminar os diversos tipos de famílias que se constituem em função dessas orientações sexuais? A respeitar ou a discriminar as diferentes raças que existem? A respeitar ou a discriminar mulheres? A respeitar ou a discriminar outras religiões? Então o que é rico e valioso? Para mim valioso é aprender a não discriminar e em todos os terreiros em que estive aprendi muito sobre uma educação que não discrimina nada disso. Então depende. Se é isso que se ensina e se aprende eu acho rico e importante. Se o que se ensina é o obscurantismo, o racismo, o sexismo, a homofobia, então não, não é valioso para a educação que eu defendo, pelo contrário, são campos opostos de educação.
revistapontocom – Você disse que acabou acompanhando algumas crianças que trabalharam em terreiros e que sofreram muitos preconceitos. Como eles estão hoje?
Stela Guedes Caputo -
A maioria dos depoimentos associa a discriminação religiosa à discriminação racial. Ao longo da pesquisa e em épocas diferentes, as crianças, que depois ficaram jovens e adultas revelaram que se sentiam discriminadas por serem do candomblé e por serem negras. Mesmo os adolescentes brancos disseram entender a discriminação do candomblé justamente por essa ser uma religião trazida pelos escravos e praticada por maioria negra. O mais triste é que alguns desses jovens, que já tiveram filhos, também vêem seus filhos serem discriminados pelos mesmos motivos.
revistapontocom – Esse preconceito então não diminuiu?
Stela Guedes Caputo -
Não. O que eu percebi foi que a forma como crianças e adolescentes lidavam com o racismo e com o preconceito religioso mudou. Muitas escondiam a fé, os artefatos do culto. Mesmo no contexto da pesquisa, algumas não permitiam que eu revelasse seus nomes verdadeiros nos artigos que publiquei ao longo da pesquisa. Isso mudou e hoje uso o nome verdadeiro de todas elas. E todas permitem que eu divulgue suas imagens. Mas o triste é que essas crianças que acompanhei e que hoje são jovens me dizem que a escola não contribuiu para essas mudanças, pelo contrário, afirmam que se dependessem das escolas permaneceriam com vergonha da fé e da própria cor. Asseguram que os espaços dos terreiros, dos movimentos negros e de suas próprias famílias é que contribuíram para que o sofrimento com a discriminação diminuísse e que esse sofrimento fosse transformado em luta concreta pelo fim do racismo e da discriminação das religiões afro-descendentes.
revistapontocom - A partir da sua pesquisa, como você avalia a legislação de ensino religioso que começa a ser implantada na rede municipal do Rio de Janeiro neste ano e a que vem sendo praticada no âmbito estadual?
Stela Guedes Caputo
– Acho péssima e é mais uma batalha que os setores laicos da educação perdem. De acordo o Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro, a rede estadual possui carência de 12 mil professores de todas as disciplinas, Matemática, História, Ciências e outras. A rede municipal tem aproximadamente a mesma carência. No entanto, o governo estadual prepara a contratação de mais 300 novos professores e o município vai contratar 600 do ensino religioso. Dados da Coordenação de Ensino Religioso revelam, por exemplo, que a Secretaria Estadual de Educação gastou quase que R$ 16 milhões em 2010 com essa disciplina, o mesmo valor previsto para o gasto com a disciplina no município. Consultando a LOA (Lei 5632 que estima a receita e fixa a despesa do estado do Rio para 2010) os dados da SEEDUC revelam que, por exemplo, a construção de uma piscina semi-olímpica no município de Petrópolis custou R$ 250 mil. A construção de uma escola no bairro da Rasa, em Búzios, R$ 1 milhão. Para montar um laboratório de informática na Escola Técnica Henrique Lage foram usados R$ 50 mil. Já na reforma da escola Maria José foram gastos R$ 500 mil. É só fazer as contas e ver quantas piscinas, laboratórios de informática, reformas e novas escolas poderiam ser feitas com o que se gastou com ensino de religião em 2010. Além do tão necessário reajuste de salário dos professores e professoras.
revistapontocom - O que você pretende com a publicação do seu livro?
Stela Guedes Caputo
– Partilhar o que aprendi nos terreiros. Não pretendo “dar voz a ninguém”. Crianças e jovens desse espaço têm sua própria voz e não precisam de mim. Quero apenas partilhar sopros, vestígios, algo de pouco do muito que vivenciei com elas, do que aprendi com elas. Dizer também que a escola pública não precisa de uma disciplina de ensino religioso, nem de uma disciplina de candomblé, por exemplo. Significa dizer que as religiões não devem estar nas escolas? Não, de maneira alguma, as religiões são bem-vindas nas escolas e esse é mais um desafio que professores e professoras enfrentam, ou seja, como lidar com as diferentes religiões? Eu penso que devemos aprender com todas as diferenças porque, como reafirma a professora Vera Candau, da PUC-Rio, em seus trabalhos: “a diferença está no chão da escola”. A diferença religiosa circula nas escolas e professores e professoras podem abraçar essa circularidade, dançar com ela, aprender com ela, estimulá-la e não tentar engessá-la. A disciplina de ensino religioso engessa as diferenças religiosas e as mais prejudicadas, não tenho dúvida, são as religiões afro-descendentes. Não podemos achar que a disciplina de ensino religioso é um fato consumado já que está previsto na Constituição Federal e que esta é a parede que limita nossa luta por uma sociedade verdadeiramente laica e que, contra essa parede, não adianta se bater. O projeto de lei número 1069/2007, de autoria do Deputado Estadual Marcelo Freixo (PSOL), por exemplo, quer revogar a lei 3459/2000, entre outras coisas, retirando a confessionalidade do ensino religioso e devolvendo ao poder público a função de elaborar os materiais didáticos. Evidente que não há nenhuma pressa para a tramitação deste projeto de lei. Acho que podemos questionar as próprias mudanças que vem sendo propostas. Sim, sabemos que o ensino religioso está previsto na Constituição Federal. Contudo, para o jurista e ex-presidente da Associação dos Procuradores de São Paulo, José Damião Trindade, esse dispositivo não é cláusula pétrea, isto é, não é imutável. Portanto, pode ser objeto de alteração mediante Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de iniciativa de qualquer partido político. O próprio jurista ressalta que, desde 1988, já foram aprovadas mais de sessenta emendas constitucionais na Constituição Federal e, que, atualmente, há uma dezena de outras PECs em tramitação no Congresso Nacional. Então por que não podemos levar a luta para além dos limites que vemos? A garantia de uma educação laica exige isso e dessa exigência não podemos abrir mão. Quanto mais laica for a educação menos preconceito haverá na escola. Só uma educação laica garante que as diversas culturas, incluindo as diversas religiões, circulem na escola e ensinem à escola.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

‘No Quintal de Quelé’ no Cine-Teatro Solar Boa Vista



Uma ‘Noite para Clementina’ será realizada no Cine-Teatro Solar Boa Vista na próxima quinta-feira (19), a partir das 18h, como evento integrante das ações do projeto Julho+Solar, em comemoração aos 28 anos do equipamento cultural este mês. A programação constará de exposição de fotografias da cantora, exibição do documentário ‘Clementina de Jesus: Rainha Quelé’ e show-tributo ‘No Quintal de Quelé’.
Estarão presentes o diretor do documentário, Werinton Kermes, e cerca de 40 cantores baianos, entre eles, Juliana Ribeiro, Márcia Short e Dão, que encerrarão o evento com uma roda de samba.



Neta de escravos beneficiados pela Lei do Ventre Livre, a sambista participou do Festival de Artes negras em Dakar, em 1966, e do Festival de Cannes. Definida como maior expressão da negritude vocal brasileira, transformou-se na autêntica representante da música negra no Brasil.
Desde sua juventude participava de rodas de Samba no Rio de Janeiro, onde entoava jongos nas festas da baiana Tia Ciata e convivia de perto com Noel Rosa. Fez duetos com grandes nomes da música no Brasil, como dona Ivone Lara, Clara Nunes, Martinho da Viola e João Bosco.

O aniversário do Solar Boa Vista (Engenho Velho de Brotas) será comemorado durante todo o mês com diversas apresentações culturais - música, teatro, dança, filmes, literatura, oficinas, entre outras ações que, além de movimentar o espaço, contribuem para a plena revitalização do Parque Solar Boa Vista, onde está situado. Para assegurar ao público uma maior possibilidade de acesso, as atividades têm ingressos gratuitos ou a preços populares.


Fonte: Produtora Cris Santana ( Pau Viola Produções) 
Texto:SECOM

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Bairro Dois de Julho é discutido no Centro Cultural da Câmara




Uma audiência pública no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador, às 17h desta quinta-feira (12), discutirá as intervenções previstas no “Projeto de Humanização do Bairro Santa Tereza”, elaborado pela prefeitura de Salvador para o bairro 2 de Julho. Participam do encontro o relator nacional de Direito à Cidade, Leandro Franco Gorsdorf, a deputada estadual Maria del Carmen (PT) e a vereadora Marta Rodrigues (PT), além de moradores, lideranças comunitárias e associações da região. 
Estarão presentes ainda representantes das secretarias de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente de Salvador (Sedham) e de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Sedur), Ministério Público, Defensoria Pública e Escritório de Referência do Centro Antigo. Um pouco mais cedo, às 13h, o grupo faz uma visita ao bairro 2 de Julho. 
“Este projeto da prefeitura apresenta fortes indícios de uma intervenção que assume interesses econômicos do empresariado, em detrimento do interesse coletivo e das demandas e necessidades do conjunto de moradores e usuários do bairro 2 de Julho e isto não podemos permitir”, protesta Del Carmen.

Moradores do bairro Dois de Julho pedem socorro


Maria do Carmo , presidente da Associação de Moradores do Largo Dois de Julho e a candidata a vereança de Salvador , Ubiraci Matildes (PC do B) , conversaram na tarde desta quarta (11/07) sobre as dificuldades para se viver no local.Na ocasião, D. Carmem entregou uma carta de reivindicações para a melhoria de vida no local, com a certeza de que a reunião pode gerar benefícios para a inclusão de políticas públicas de revitalização de um dos bairros históricos da capital baiana - O Largo Dois de Julho. 

Fonte: Luciana Embilina 

Modelo Sambista é a novidade das Eleições 2012


Vem aí na política como pré-candidata a vereadora do Partido PSL - a 1ª Modelo de Salvador. Ela diz que vai entrar para conquistar uma vaga na Câmara Municipal Tomé de Souza.

Reyce Veridian Damasceno de 26 anos, filha de dirigente sindical e diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia, vem chamando bastante atenção, com seus discursos e arte de falar mostrando uma retórica de realidade do povo e o que deseja para Salvador. Reyce Veridian, pela qual é conhecida como a " Modelo Comercial do Povo" desde 9 anos de idade, é o fenômeno de comentários entre o Público LGBT e os Sambistas da Bahia. 

Como diz Italo Alves e Caio Venicius : -``Ela é a nossa Diva, é necessário uma mulher hetero para lutar por todos nós que somos Gays, a luta tem que surgi de um hetero e ela justamente faz isso”. 
A Reyce, aqui em Salvador conquistou vários títulos de belezas  e vem sendo prestigiada no mundo da moda como " Princesa do Carnaval, Musa do Samba, Miss Valença no Miss Bahia ".
 Como modelo, ela é alvo de campanhas públicitárias de várias marcas de Clinicas de Estéticas e Cabelos mas a sua carreira profissional não acaba por aí. Ela também é jornalista ,pós-graduada em Rádio e TV, com intercâmbios feitos em Cuba foi estudar e foi homenageada com a carta do ICAP(Instituto Cubano de Amistad com los Pueblos) por ser a única baiana presente na Delegação Brasileira em 2010. 
Reyce também vem atuando com o militante  nos movimentos de luta em prol da diversidade e combate a Homofobia aqui em Salvador bem como a Violência contra a Mulher, Preconceito Racial e Pedofilia. Suas mobilizações populares já chegaram até a "Trio Fashion Day " , onde desfila todos os anos na parada Gay de Salvador . 
O samba também é parte dos projetos desta garota . No  cenário do samba da Bahia , ela é conhecida a eterna "  Musa do Samba da Bahia."
 `` Faço parte da História do Carnaval da Bahia e tenho sonho em criar a cidade do samba, trazendo mas a valorização da nossa cultura do samba de roda, de todas as regiões. Acho que precisamos buscar o resgate desse patrimônio imaterial da humanidade que é cultura e que nasceu aqui na bahia. Esse é um dos meus projetos”.

FONTE: BLOG DA SARA  
EDIÇÃO DE TEXTO : Patrícia Bernardes 

1° Baleou Gay do Pernambués


"Poder Público e Sociedade Civil"são discutidos no SOFIA


Unegro Bahia reune militantes no Pelô


domingo, 8 de julho de 2012

CPMI da Violência contra a Mulher chega a Salvador


Criada pelo Congresso Nacional, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito(CPMI) da Violência contra a Mulher irá realizar uma audiência pública no dia 13/07/2012 às 14 hs.A finalidade da CPMI é investigar a situãção da violência contra a mulher no Brasil e apurar as omissões do poder público na aplicação de instrumentos instituídos em lei para proteger mulheres em situação de violência.Estudos mostram um quadro grave e não superado no país, onde há um número expressivo de brasileiras, vítimas de brutalidades, motivos que deram origem à CPMI.
Esse evento está sendo organizado por uma comissão composta por Lena Souza- Gabinete Lídice da Mata, Vera Lúcia Barbosa, Maria Alice Bittencourt- SPM, Observe/NEIM/UFBA- Cecília Sardenberg,Márcia Tavares, Alexandra Bunchaft, Cândida Santos; , Firmiane Venancio- Defensoria Pública, Marta Leiro, Sulle Nascimento- Associação de Mulheres Brasileiras, Márcia Teixeira, Cyntia Amaral- Ministério Público da Bahia, Louisa Huber, Vilma reis- CEAFRO, Bice Kalil- SESAB,Olívia Santana- Câmara Municipal de Salvador, Elvia-Gabinete Alice PortugalTània Palma- Ouvidoria/DPE, Lidia Lasserre,AndréaLucena CRLV, ,Janildes Lima- LIMS.

SERVIÇO :

O QUÊ : CPMI da Violência contra a Mulhe
ONDE: Auditório do Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, Praça Tomé de Souza
QUANDO:  13/07/2012 às 14hs 

 

" E se fosse África ..." é tema no Pelourinho

Mulheres Negras discutem Bell Hooks em Salvador







Gloria Jean Watkins nasceu em Kentucky, EUA em 25 de setembro de 1952. É escritora e militante feminina. Adotou como pseudônimo o nome de sua avó (bell hooks) e prefere que seja escrito em minúsculo para que a atenção seja concentrada em sua mensagem ao invés de em si mesma. Seu trabalho enfoca principalmente o estudo de sistemas de dominação e opressão, particularmente aqueles associados a questões como raça, classe e gênero. Publicou mais de trinta livros e muitos artigos acadêmicos. Realiza palestras e participou de diversos documentários. Seu primeiro livro (Ain’t I a Woman: Black Women and Feminism) escreveu aos 19 anos. Estudou literatura inglesa na Universidade de Stanford, na Universidade de Wisconsin e na Universidade da Califórnia. Lecionou Estudos Afro-americanos na Universidade do Sul da Califórnia e na Universidade de Yale e Estudos da Mulheres no Oberlin College em Ohio. Bell hooks atualmente mora em Nova York e continua sua luta contra o racismo e o sexismo nos EUA. 



  
SERVIÇO 

Quem:Fórum Nacional de Mulheres Negras
O que:Análise de Texto "Alisando Cabelos " da escritora Bell Hooks
Dia : 14/07/2012 às 09hs
Local: Sindicato dos Comerciários

"Afetividade no Empoderamento da Mulher"é tema no CEPAIA


"Caminho de Odus" é tema de workshop na Bahia