domingo, 27 de maio de 2012

"Rebento" no Teatro de Plataforma




A Cia de Teatro Metamorfose Ambulante apresenta neste mês de Junho, em sessão única, REBENTO, inspirado na Cultura de Matriz Africana a partir de seus Mitos, lendas e Religiosidade. A peça entra em cartaz no dia 7 de junho de 2012, no Teatro Plataforma, às 20h, com ingressos a preços de R$4 (inteira).

O público vai poder conferir toda beleza e poesia presentes nesta nova montagem da Cia, que possui quatro espetáculos em seu repertório. Em REBENTO, a Cia traz a narrativa e a contação de histórias sobre a criação do mundo a partir da Matriz Africana, a valorização étnica, religiosa através do teatro. .

REBENTO –
 
Tendo como proposta o Teatro Negro como referência e afirmação, a peça conta a história da Criação do Mundo, as Lendas dos principais Mitos, a partir dos elementos, Terra, Fogo, Ar e Água O desenrolar da história é seguido de muita emoção, signos e reflexão. A ideia é aproximar o público desses Mitos, textos que afirmam a importância da Cultura Africana e desse universo tão pouco explorado. As encenações feitas pelos atores; Valda França, Mário Santana, Josilene Passos, Stael Keanda Machado, Isabela Rocha, Ivanêa Costa ,Gabriela Gardênia, Paulo Thiago Nascimento, Daiane Messias,Ivanice Costa, Osvaldo Carvalho, Aldacy Caribé, Agnaldo Meu Rey.

Como a cidade de Salvador, Bahia, “a cidade Negra” temos  o desejo de promover a lei  nº 11.645 , que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena". Os textos,  a partir de pesquisas  e Contos  da Cultura Africana, Antonio Carlos Limeira, Músicas de Juraci Tavares. A direção de REBENTO é feita por Anativo Oliveira (Ex- ator do Bando de Teatro Olodum). Além disso, o espetáculo conta com Coreografia de Rejane Maya,( a baiana do Ó pai ó ) Percussão de Alexandre Falcão e figurino de Cláudia Ferreira.

SERVIÇO:

O quê? REBENTO
Quando? 07 de Junho (Apresentação única. )
Horário? As 20h
Local? Teatro Plataforma- 71 3117 8106.
Quanto? R$ 4,00 Inteira
MAIS INFORMAÇÕES:     Produtor: Anativo Oliveira / Telefone: (71) 8637 1644 / E-mail: anativo1@hotmail.com


sábado, 26 de maio de 2012

I Ciclo de Debates Genocídio da Juventude Negra e Lei 11.645\08. Qual o Papel da Educação e dos Educadores?




Local: Mini-Teatro Paulo Pontes do Teatro Municipal Severino Cabral (Campina Grande)
Datas: 04, 11, 18 e 25 de Agosto

Dia 04 de Agosto- 09:00hs

Palestra: história dos africanos, luta de classes e cultura afro-brasileira na vida do historiador e líder operário Manuel Querino.
Expositora: Maria das Graças Andrade Leal-professora da UNEB e Doutora em História.

Dia 11 de Agosto- 09:00hs
Palestra: métodos e técnicas para o ensino de história da África, cultura afro-brasileira e indígena na educação.
Expositores: Élio Flores- Doutor em História e professor da UFPB.


Dia 18 de Agosto- 09:00hs
Palestras: valores civilizatórios africanos e cultura afro-brasileira no currículo escolar.
Educação, juventude negra e lei 11.645\ 08
Expositores: Severino Lepê- historiador, psicólogo, poeta, escritor e ativista do Movimento Negro de Pernambuco.
Marta Almeida: Coordenadora do Movimento Negro Unificado de Pernambuco- MNU.


Dia 25 de Agosto- 09:00hs
Palestra: extermínio da juventude negra, relações de gênero e políticas públicas para a igualdade racial.
Expositores: Cristóvam Andrade- Mestre em Sociologia e professor da UEPB.
Joanice Conceição: Pedagoga, Doutora em Ciências Sociais, Pesquisadora do Programa Nacional de Pós- Doutorado da CAPS, pela Pós- Graduação em Antropologia da UFPB.
Doutora em Ciências Sociais/Antropologia da PUC-SP
Membro do Grupo de Pesquisa Ritual, Festa e Performance
Associada ao Centro de Estudos Africanos - CEA- Lisboa PT;
Associada ao Centro em Redes de Investigação em Antropologia - CRIA – Lisboa PT.

GRATUITO 


sexta-feira, 25 de maio de 2012

Entidades discutem "Mídia Discriminatória" no Pelourinho


 "LIBERDADE DE IMPRENSA, SIM! VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS, NÃO!"
Com esta chamada, diversas entidades reunidas na tarde desta quinta (24/05) , na Casa do Olodum, decidiram deflagrar um amplo processo de debates, como já cogitávamos aqui. Houve consenso absoluto quanto à necessidade de reafirmarmos a defesa intransigente da mais ampla liberdade de imprensa como instrumento da sociedade na defesa dos direitos fundamentais. 

Da mesma forma, total afinação quanto à responsabilização pelo caso específico que gerou a reação nacional que vivenciamos agora, mas ... sem desviar da questão de mérito: a qualidade dos conteúdos veiculados em qualquer plataforma (rádio, jornal, televisão, internet...). Definimos este primeiro debate na quarta-feira pela manhã, no auditório da ABI, para o qual estão desde já convidados o Ministério Público Estadual e Federal, comissões parlamentares de defesa dos direitos humanos, Secretaria da Justiça, Secretaria de Segurança Pública, conselhos estaduais de Direitos Humanos, da Comunidade Negra e de Comunicação Social; representações de trabalhadores e empresas de comunicação, entidades do movimento negro, universidades e outras organizações da sociedade. 

Um grupo de advogados trabalhará a redação de uma petição a ser apresentada no encontro, com pedidos bem objetivos a serem dirigidos à TV Bandeirantes e às empresas de comunicação de forma geral, bem como ao MPE e MPF. Até aqui gratifica-nos a posição madura das representações das entidades envolvidas neste esforço inicial, no sentido de tratar o problema na raiz de maneira a contribuir para que a comunicação seja, de fato, um instrumento de defesa da cidadania e de evolução de uma sociedade plural que busca corrigir injustiças históricas. Espero ver os colegas de imprensa participando ativamente deste debate.



Fonte: Ernesto Simões (Texto e Fotografia Facebook) 


NEABI discute "Relações Etnicorracias"


Informações e Matrículas: iramlima@ig.com.br
Previsão de Início: julho/2012
Previsão de Término: novembro/2013
Funcionamento das aulas: Sábados - Manhã

Sankofa African Bar abre as portas para a Festa Afrobeat




ONDE: Sankofa African Bar – Pelourinho
QUEM: Sistema Kalakuta: DJ Sankofa | DJ Riffs | DJ Edbrass | DJ Dudoo Caribe
QUANDO: 01/06/2012 
VALOR: R$ 10

"Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento " no Ceao

 
Tema: “Percursos Intelectuais e Acadêmicos de Beatriz do Nascimento e Lélia Gonzalez”
Local: CEAO/UFBA
Dia: 01/06/2012 às 15h 
 
 
 

II Festival CurtaCena de Teatro no Teatro Gamboa

 
Onde: Teatro Gamboa Nova
Quando: Dias 1, 2 e 3 de junho (16h)
Valor: Um livro de literatura
Idealização: Mariana Moreno / Realização: Baú Produções
Tel: 3022-0213/ 71-9939-3438 / 71-9330-3858

sábado, 19 de maio de 2012

"África por África" é discutida em Salvador


Uneb promove I Treinamento em Metodologia de Pesquisa em Sexualidades, Gênero e Direitos Humanos



Difundir conhecimentos científicos sobre a sexualidade na perspectiva dos direitos humanos, buscando contribuir para a diminuição das desigualdades de gênero e raça e também para o fortalecimento da luta contra a discriminação das minorias sexuais no estado da Bahia.
Esse é o objetivo do programa multi-institucional, multidisciplinar de treinamento em metodologia de pesquisa em sexualidades, gênero e direitos humanos da UNEB, que vai abordar a temática em seminário e treinamento que serão realizados concomitantemente entres os dias 29 de maio e 4 de junho.
As atividades serão sediadas nos auditórios do Ministério Público (MP), na capital, e da Câmara Municipal de Vereadores de Salvador.As ações são voltadas para profissionais de educação, pesquisadores, promotores de Justiça, estudantes, advogados, integrantes de movimentos sociais, instituições públicas e privadas do Brasil.Para os interessados no treinamento (20 vagas), as inscrições estão abertas, gratuitamente, até o dia 20 de maio, pelo e-mail mulheresmasculinizadas@gmail.com, conforme recomendações.Já as inscrições para o seminário (200 vagas) seguem abertas até o primeiro dia do evento, pelo e-mail grupoenlaceuneb@gmail.com.
 A abertura das atividades acadêmicas acontece às 10h, com a participação das docentes Estela Aquino, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), e Maria Luiza Heilborn, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e coordenadora do Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos (Clam).
Entre os convidados do evento de outros estados, estão ainda as professoras Laura Moutinho, Eliane Maio, Nádia Nogueira, Rosa Oliveira, Irina Bacci e Joselina Silva.
Segundo a professora Suely Messeder, coordenadora do programa, a sexualidade não se restringe ao movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), mas e sim a todos os segmentos da sociedade.
“Nesse sentido, todos devem se sentir envolvidos na temática sem as famosas dicotomias, que colocam de um lado a heterossexualidade e do outro a homossexualidade”, frisa Suely, que ocupa o cargo de primeira secretária da Associação Brasileira de Estudos de Homocultura (Abeh).
As atividades contam com o apoio das pró-reitorias de Pós-Graduação (PPG) e de Extensão (Proex) da universidade, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq), da Secretaria da Justiça Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e do MP.
O programa, que promove ainda pesquisas sobre temas como masculinidade em corpos femininos e suas vivências, é vinculado ao Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) do Campus XIX (Camaçari) da UNEB, sob coordenação do grupo de pesquisa Enlace e participação do Doutorado Multi-Institucional, Multidisciplinar em Difusão do Conhecimento e do Programa de Pós-Graduação em Crítica Cultural (Pós-Crítica) do Campus II (Alagoinhas).
Informações: PPG/Campus I – tel. (71) 3117-2319.


DAS INSCRIÇÕES
1.1 As inscrições são reservadas às estudantes universitárias, às agentes de saúde, às agentes penitenciárias, às participantes dos movimentos sociais de mulheres, negras e LGBT e às mulheres com inserção nos estudos sobre sexualidades no nível de graduação e mestrado e docentes de todos os níveis. Serão disponibilizadas três vagas para homens identificados com o gênero masculino ou feminino, (agentes de saúde, agentes penitenciários, participantes dos movimentos sociais de negros e LGBT e homens com inserção nos estudos sobre sexualidades no nível de graduação e mestrado).
1.2 As inscrições deverão ser encaminhadas, aos cuidados da Coordenação do Treinamento em Metodologia de Pesquisa em Sexualidades, Gênero e Direitos Humanos, via o e-mail mulheresmasculinizadas@gmail.com , com cópia em PDF dos seguintes documentos:
1.3 Carta de intenção da/o candidata/o para participação do Programa (máximo de 10 linhas);
1.4 Comprovante de matrícula para os graduandos/as ou mestrandos/as, certificado de conclusão do ensino médio (para aqueles/as que possuem apenas o 2º grau completo), diploma de conclusão de graduação ou mestrado;
1.5 Documentos pessoais: Carteira de Identidade, CPF e Comprovante de residência;
1.6 Currículo Lattes;
1.7 As inscrições encerram-se no dia 20

quinta-feira, 10 de maio de 2012

“Todos pela Escola!... espalhados no pátio”. O Conflito do Educador no ato de lecionar na Bahia em 2012.


“Todos pela Escola!... espalhados no pátio”.  
O Conflito do Educador  no ato de lecionar na Bahia em 2012.
A Lei 10639/03 – A Diáspora Negra e as Mídias Socias.


Por Patrícia Bernardes Sousa



“Antes mundo era pequeno
Porque Terra era grande
Hoje mundo é muito grande
Porque Terra é pequena
Do tamanho da antena
Parabolicamará”

Gilberto Gil - Parabolicamará



Na terra fértil e musical chamada Bahia, está cada vez mais difícil elaborar planos de aula coerentes à realidade de crianças e jovens matriculados nas redes públicas de ensino. Educadores tradicionais se veem cada vez mais “cobrados” a uma mudança de postura na didática de sala de aula, por não entender que o sistema de aplicação  de “prova e teste”  não mais atende a nova turma de discentes do Séc.XXI .

Questionamentos dos mais diversos podem ser levantados aqui para se chegar a um diagnóstico preliminar (Luckesi. 1991:84) conforme a sua argumentação contrária a “pedagogia do exame”:

Quem são estes alunos?
Quem são os ídolos destes alunos?
Qual o entretenimento deste aluno quando estão fora da ambiência escolar?
Como esse aluno se vê diante da atual atmosfera socioeconômica que o circunda?


Voltando um pouco no tempo, podemos entender as circunstâncias de crise psicossocial dos educadores na Bahia. Uma terra folclorizada e de inúmeros sinônimos qualitativos com relação aos nossos hábitos cotidianos para atrair investidores estrangeiros e , desta forma, capitalizar ainda mais o sistema de educação privado, só poderia coexistir   no quesito “educação pública”.Os educadores oriundos de Paulo Freire, Milton Santos e que vivenciaram a era midiática de formação de opinião, tendo como ícones Chico Buarque, Milton Nascimento, João Gilberto, Caetano Veloso, Tom Zé e muitos outros artistas de sua época, se confrontam intimamente com a nova geração de jovens e crianças simpatizantes de MC Catra, Robsão, A Bronka, Lady Gaga, Rihanna,  e que nunca se deixaram cativar pelos livros de Jorge Amado , Fernando Veríssimo e , por vezes   perguntam :

“– Professor (a)! O senhor (a) vai dar aula até o final do tempo marcado?!”

Como criar atividades que provoquem nestes jovens, remanescentes do Bolsa Família , onde cada vez menos a “produção escolar”  é levada em conta e a frequência escolar (cadernetas administrativas) , é que são motivo de preocupação para as mães no final do ano letivo? Onde este discente negro irá buscar identificação para prosperar na carreira acadêmica, se ele próprio, cada vez menos, se vê na TV?
Toda prática educativa envolve uma postura teórica por parte do educador. Esta postura, em si mesma, implica às vezes mais, às vezes menos explicitamente – numa concepção dos seres humanos e do mundo. (Freire. 1982 p.42)


Os estudiosos sobre a “mídia social negra” e direitos humanos (Ferreira, Sampaio, Magalhães, Caribé. 2011p. 27:43) , afirmam que a este tipo de situação só cabe exemplos estereotipados de atores e atrizes, cantores (as), que referendam uma identidade racial qualificada para que este jovem “siga em frente”. Programas que “trabalham contra” a atividade diária do educador, se tornam frequentes na mídia e, por vezes, por conta do índice de audiência, ganham uma 2ª edição; como é o caso do Programa Brasil Urgente (Canal 07/Band Bahia) com exibição às 13hs e às 18hs assim como o Programa Na Mira (Canal 04/Aratu - SBT) com exibição às 11:50hs e às 18hs também. Além destes, existem programas nesta mesma “linha” de reportagens como Que Venha o Povo – QVP (Canal 04/Aratu – SBT)  e o Se Liga Bocão (Canal 05/ Record Bahia).

Vivenciar uma rotina de sala de aula com alunos sem uma alfabetização coerente a sua faixa etária e verificar a “omissão declarada” das Secretarias de Educação Estaduais e Municipais, diante de intervalos, ou melhor, relembrando, o chamado “recreio” que hoje  não tem a função de entreter o aluno em atividades  lúdicas ou para se alimentar. O intervalo hoje é o tempo utilizado por crianças e jovens de fazer uso indiscriminado de drogas lícitas ( ou por vezes ilícitas), “ajustar contas” com seus colegas desafetos e/ou servir de palco para programas de Tv , como o Universo Axé (Canal 04/Aratu - SBT) que levam para dentro do centro educacional , uma diversidade de bandas de pagode e axé que contrariam o trabalho diário do educador em sala de aula. Jovens estes que partem para o assédio moral  para ludibriar as instituições de educação e que facilmente são creditados para dentro dos muros das escolas com o fardamento “multilado”onde ,somente hoje por questões alegações financeiras , foi gradativamente sendo retirado o uso do tênis, a calça jeans e só restou a camisa com a logo marca da escola na qual o estudante pertence.

Como trabalhar em sala de aula com este (a) jovem negro (a) vislumbrando uma carreira profissional? Prestando a atenção nos detalhes de cada aluno (a) sem que o educador se utilize da hipocrisia do preconceito.


“Será que nunca faremos
Senão confirmar
A incompetência
Da América católica
Que sempre precisará
De ridículos tiranos
Será, será, que será?
Que será que será?
Será que esta
Minha estúpida retórica
Terá que soar
Terá que se ouvir
Por mais zil anos...”

Podres Poderes – Caetano Veloso

Todo educador busca capacitação para estar em sala de aula diariamente. A maioria desgastada pela baixa remuneração e a cobrança diária dos seus gestores educacionais (diretores) repetem a mesma afirmativa:

“- Eles não querem nada!”  

A generalização dos exemplos nocivos enraizados no íntimo do educador , por conta dos rendimentos escolares cada vez mais baixos , abre lacunas cada vez maiores entre o educador e o educando. Por que não aproximar os(as) nossos(as) ícones negros (as) destes jovens? Por que não avançar para além do quadro didático habitual e , tendo como “pano de fundo”, as características que diferem o cantor  baiano Robsão do cantor mineiro Milton Santos? Por que não ouvir os jovens estudantes que desejam ser ouvidos? Por que não retrabalhar  também no seu íntimo meu caro educador a condição transformador de realidade ? Por que não também “baixar a guarda” concebida previamente no que diz respeito à imagem de um (a) jovem negro (a) que acabou de adentrar sua sala de aula e, exaustivamente já tem a sua imagem divulgada pela mídia local como a de um (a) jovem agressivo (a) dentro e fora da sala de aula por deficiência familiar e com referências midiáticas com apelo voltado somente para a audiência?

Em 2012, através de um quadro comparativo do sociólogo e  doutor em ciências sócias Rudá Ricci (1999) no âmbito da avaliação psicológica dos novos educadores do Século XXI ,analisado por mim anteriormente,pude   verificar que o fator financeiro e de segurança por  uma “aposentadoria” tem levado cada vez mais jovens acadêmicos a escolher a Pedagogia como solução “imediata” dos seus problemas. Poucos foram os educadores que ingressaram na carreira pedagógica por amor a profissão. O duelo moral e ético tem tornado cada vez mais rotineira a presença em sala de aula de educadores despreparados para lidar com questões religiosas e raciais em sala de aula.

O que fazer? Como se comportar? Como ser um educador diante de uma mídia cada vez mais estereotipada e preconceituosa? Como ser um educador diante de uma Secretaria de Educação “politicamente omissa” que permite a entrada destes tipos de programa de TV e anula por completo a atividade educacional programada  em lúdicas “Semanas Pedagógicas” exaustivas no pré-início do ano letivo?

É preciso repensar as condutas individuais deste educador participante do processo educacional do nosso estado, para que ele sinta-se parte e não mero coadjuvante no ato de lecionar para os (as) jovens negros (as) presente em cada instituição pública de ensino. É preciso motivar de forma a se rever a remuneração na qual este “agente educador” e posicionado diariamente para que ele identifique os seus deveres em sala de aula e renuncie ao discurso desgastado que a população estudantil do estado da Bahia não mais anseia um futuro profissional e serão “escravos” de bolsas governamentais assistencialistas e eleitoreiras.

Referências

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da Aprendizagem Escolar: Apontamentos Sobre a Pedagogia do Exame. In Tec. Educ. Rio de Janeiro. V.20 (101) Jul/Ago.1991.

FREIRE, Paulo. Ação Cultural Para a Liberdade. 6 ed., Rio de Janeiro, Paz e Terra,1982.

RICCI. Rudá. O Perfil do Educador para o Século XXI: De boi de coice a boa de cambão. Revista Educação & Sociedade. Ano XX nº 66, Abril/99.

CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

BRASIL. Lei nº. 10.639 de 09 de janeiro de 2003. Inclui a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira” no currículo oficial da rede de ensino. Diário Oficial da União, Brasília, 2003.

UFBA, 2011. A construção da violência na televisão da Bahia: um estudo dos programas Se Liga Bocão e Na Mira/Giovandro Marcus Ferreira... [et al.]-Salvador:109p.:Il.

MARTINS, Carlos Estevam. AP/ Cultura Popular. In Fávero, Osmar (Org.) Cultura Popular e Educação Popular: memória dos anos 60. Rio de Janeiro: Graal, 1983.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

"Diáspora Negra e Mídias Socias" no Pelourinho



A Escola Olodum, patrocinada pela Petrobras e com apoio institucional da Universidade do Estado da Bahia - UNEB/Centro de Estudos dos Povos Afro-Indio-Americanos - CEPAIA, realiza em Salvador, no dia 22 de maio de 2012, o SEMINÁRIO CIÊNCIA E TECNOLOGIA - A LEI 10639/03, DIÁSPORA NEGRA E MIDIAS SOCIAIS.
O Seminário ocorrerá no Auditório do Museu Eugênio Teixeira Leal, Rua do Açouguinho s/n Pelourinho - Salvador, das 14 às 18 horas e é voltado para profissionais da área da educação formal e não-formal, diretores e coordenadores da rede estadual e municipal de ensino, de escolas particulares e do movimento negro organizado.
O seminário tem a finalidade de realizar uma atividade que mostre a interconctividade entre a diáspora negra, uso de novas tecnologias em sala de aula e representação e participação do negro nas mídias sociais, apresentando cenários de diferentes tecnologias da comunicação nos processos de construção e visibilidade pública da cidadania dos afrodescendentes.
A discussão sobre a Lei 10639/03, Diáspora Negra e Mídias Sociais, visa traçar um panorama que apresente aos educadores meios de observar nas redes sociais a emergência de uma cidadania comunicativa que promova a geração e distribuição de conteúdos, com o objetivo de pluralizar as representações do negro no universo das mídias (veiculadas ou não ao movimento negro) e construir, pautar e difundir o debate sobre a cidadania dos afrodescendentes.
Para se inscrever no Seminário, envie um e-mail para escolaolodum@uol.com.br com seu nome completo, instituição que trabalha, CPF, filiação, data de nascimento e escolaridade até o dia 18 de maio. Só serão aceitas inscrições com os dados completos solicitados. A atividade será certificada.
As inscrições são gratuitas, somente por e-mail e com vagas limitadas.
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Enviado por : Mara Felipe