domingo, 23 de janeiro de 2011

"Saudade é Folia 2011" terá o Fora da Mídia




O Grupo Fora da Mídia é uma das atrações pelo 2° ano consecutivo do Bloco Saudade é Folia . A banda irá desfilar na sexta (04/03) no Circuito Osmar (Campo Grande) junto com o grupo de samba carioca Bom Gosto e promete repetir o sucesso de seu desfile na avenida.
Em 2010 ,o Fora da Mídia fez bonito no Saudade é Folia ao lado de cantor e compositor Arlindo Cruz e Dhi Ribeiro. As atrações do bloco estarão presentes na noite de sábado (05/02) no encerramento da Casa do Samba 2011 no Festival de Verão Salvador.


Serviço:

O que: Bloco Saudade é Folia 2011
Quem: Grupo Fora da Mídia e Grupo Bom Gosto
Quando: 04/03/11 (sexta - feira) às 20hs
Quanto: R$120
Onde: Circuito Osmar (Campo Grande)
Informações: (71) 3329-6949
Vendas: Pida / Ticket Mix /Bil Balcão Liberdade

Texto e Foto : Patrícia Bernardes


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

INEP tem nova presidente



Malvina Tuttman, reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), sempre foi uma defensora do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Agora passa a ser não apenas apoiadora do projeto, mas a principal responsável por ele.

Tuttman assumiu nesta semana a presidência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), cargo até então ocupado por Joaquim Soares Neto. Ele ficou um ano à frente do órgão e sofreu duras críticas no ano passado depois dos erros na aplicação da prova. Não foi o primeiro a sair do Inep por causa do Enem: em 2009, Reynaldo Fernandes deixou a presidência do instituto após o roubo da prova. O exame teve que ser cancelado e reaplicado dois meses depois.

Em entrevista exclusiva à Agência Brasil, Malvina ressaltou que o Enem não é a única política do Inep e que as outras ações merecem igual atenção. No ano passado, a divulgação de algumas pesquisas e indicadores educacionais ficaram atrasadas em meio aos problemas da prova. Ela defende que o Enem seja aplicado mais de uma vez por ano e aposta no caráter democrático do acesso ao ensino superior. “As mudanças requerem coragem para enfrentar os desafios e todas vêm com um ônus e um bônus”, afirmou.

Enviado por:

ANDREA CHAVES
Publicidade/Propaganda
Promoter em Eventos
Coletivo AFROCOM


Ong Bahia Street abre vagas para Pré- Vestibular




Nem todo mundo tem condições de pagar as mensalidades de um cursinho pré-vestibular. Para ajudar as interessadas em conseguir a aprovação, a ONG Bahia Street abriu as inscrições para a seleção do curso pré-vestibular gratuito.


As aulas terão início no mês de março e serão realizadas no projeto Bahia Street, localizado na Rua do Sodré,435,Largo do Dois de Julho- Centro, todos os dias à noite.As inscrições para o curso pré-vestibular já estão abertas e podem ser feitas no próprio projeto.


O Projeto Bahia Street é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 1997, com a missão de romper o círculo da pobreza com educação e cidadania. A proposta do Projeto é combater a discriminação racial e de gênero, visando a garantia dos direitos humanos, por meio de ações educacionais e sócio-culturais.

O trabalho se justifica pela constatação da desigualdade de oportunidades, principalmente entre mulheres negras.

Para esclarecer dúvidas sobre o pré-vestibular e obter mais informações, os interessados podem entrar em contato com o Projeto Bahia Street pelo telefone (71) 3322-7680.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Folclorização e Significado Cultural do Negro



Os significados correntes de Cultura oscilam entre os de um lado, um sistema total de vida, e os de uma prática diferenciada, parcelar, mas sempre ao redor de uma unidade de coerência, um “foco” de manifestação da verdade, do sentido, da razão.Para Althusser “por prática em geral nós entendemos todo o processo de transformação duma matéria-prima determinada em um produto determinado, transformação efetuada por um trabalho humano determinado, utilizando-se meios de produção determinados”. Althusser explicita aí, “prática em geral”, e ao mesmo tempo, abre espaço para a diferenciação das práticas, isto é, para a diversidade dos processos implicados e dos produtos resultantes de cada uma delas.

Distinguem-se, assim, a prática técnica (por exemplo, a engenharia, a administração, a medicina, etc.), a prática econômica (relações de compra e venda etc.), a prática política (atividades relativas ao exercício do poder), a prática teórica (ciência, filosofia) e outras — dentro as quais a prática cultural, isto é, um processo de produção expressividade simbólica e de distinção sociais pela sensibilidade individual. As práticas atuantes numa determinada sociedade desfrutam de autonomia relativa no seu inter-relacionamento, ou seja, cada uma delas dispõe de um espaço estruturado ou sistematizado por regras próprias e com conteúdo claramente definidos.

Para as sociedades ocidentais, a cultura implica, portanto, numa prática diferenciada regida por um sistema que se entende como conceito das relações internas típicas da realidade da produção, pelos indivíduos, do sentido que organiza as suas condições de coexistência com a natureza, com os próprios membros do seu grupo e com outros grupos humanos.

Para os antropólogos, cultura já não é mais a tradição transmissível de comportamentos apreendidos, mas um complexo diferenciado de relações de sentido, explícitas e implícitas, concretizadas em modos de pensar, agir e sentir. A diferenciação do conjunto se evidencia em formações mais ou menos integradas, de acordo com a organização social em questão. Toda e qualquer cultura dispõe dos seus diferentes modos de elaboração e participação, assim como seus diversos canais de comunicação.

A palavra cultura relaciona-se com as práticas de organização simbólica, de produção social de sentido, de relacionamento com o real.A cultura negra ou afro-brasileira, mesmo em plena vigência do escravismo — com seus desmoralizantes castigos corporais, suas sangrentas intervenções armadas, suas táticas de assimilação e cooptação ideológicas (concessões de pequenos privilégios, oportunidades de ascensão social para mestiços, etc.) — os negros desenvolviam formas paralelas de organização social.

Exemplos: de ordem econômica — caixas de poupança para compra de alforria de escravos urbanos; de ordem “política” — conselhos deliberativos próprios para dirimir disputas internas de uma nação ou etnia, ou para a
preparação de ações coletivas (fugas, revoltas) ou então confrarias de assistência mútua sob a capa de atividades religiosas (cristã); de ordem mítica — a elaboração de uma síntese representativa do vasto panteão de deuses e entidades cósmicas africanas (os orixás), assim como a preservação do culto dos ancestrais (os eguns) e a de parentesco; de ordem lingüística — a manutenção do ioruba como língua ritualística.

A forma mítica era essencial ao impulso da cultura afro-brasileira na preservação dos dispositivos culturais de origem. E como se tratava de uma cultura desterritorializada,
constituíam-se associações (ebé) que, com o pretexto religioso (ora visto com maus olhos, ora reprimido, ora ridicularizado, mas sempre entendido como prática de natureza religiosa pela ideologia dominante) se instalaram em espaços territoriais urbanos, conhecidos como roças ou terreiros. O terreiro implica, ao mesmo tempo a: num continum cultural, isto é, na persistência de uma forma de relacionamento com o real, mas reposta na História e, portanto, com elementos reformulados.

A diferença — Em que a cultura tradicional dos terreiros diferia (e difere) da moderna cultura ocidental? Em primeiro lugar, no principio fundamental das trocas. Há, na ordem moderna, um excedente econômico — social que se acumula (do ponto de vista estritamente econômico, o excedente importa na diferença entre a produção do grupo e seus custos), deixando, entretanto de estar disponível para o grupo e se abstraindo irreversivelmente como valor (equivalente geral de troca). Trocam-se bens pela moeda, trocam-se signos pelo sentido — a moeda e o sentido são expressão de valor.

Na cultura negra, a troca não é dominada pela acumulação linear de um resto (o resto de uma diferença), porque é sempre simbólica e, portanto, reversível: a obrigação (de dar) e a reciprocidade (receber e restituir) são as regras básicas. É o grupo (concreto) e não o valor (abstrato) que detém as regras das trocas. E a troca simbólica não exclui nenhuma entidade: bicho, plantas, minerais, homens (vivos e mortos) participam ativamente, como parceiros legítimos da troca, nos ciclos vitais.
A isto, a ideologia ocidental tem chamado de animismo porque, apegada ao seu princípio exclusivista de realidade, separa radicalmente a vida da morte e entende a troca simbólica com outros seres ou com os mortos como uma projeção fantasiosa da vida.

Para a ordem humana negra, entretanto, a vida e a morte, aiê e orum, não são termos que se opõem disjuntivamente, na base de uma exclusão radical. O ancestral (morto), pai ou mãe, está sempre presente no grupo como um aliado, parceiro essencial da troca: ele é dado e recebido pelo vivo no ritual da iniciação, ela da terra (donde vem a alimentação), que é simbolicamente restituída através do sacrifício.
Os negros que vieram para o Brasil provinham de diferentes partes do continente africano, o que significa que eram portadores de diferentes culturas. As resultantes dos cruzamentos que ocorrem no plano biológico entre os diferentes troncos raciais do negro e deste com os brancos, e com outros grupos, observam-se também no plano de suas culturas.

Hoje, traços culturais dessas três tradições históricas associam-se entre si e entre elementos culturais de outras procedências compondo espécie de dimensão ou
marca especifica do que se entende, se aceita e se consome como cultura nacional.

A grosso modo, sem quaisquer preocupações com a precisão científica do conceito, as
manifestações culturais mais evidentes desse contexto sincrético são vistas positiva ou depreciativamente como variantes negras da cultura nacional ou como cultura brasileira.Tais são, por exemplo, certo tipo de música popular, aspectos do folclore, as religiões afrobrasileiras (umbanda e candomblé), os salões de bailes (rap, gafieira), as escolas de samba e grupos de folia em áreas de grande concentração de negros.

Acompanha este processo de aculturação, duplo processo de afastamento entre a cultura e o grupo social. Ambos foram desenvolvidos historicamente, a partir do primeiro dia que o negro pisou as terras do cativeiro. O primeiro passo diz respeito à perda da identidade cultural dos grupos étnicos a favor de uma espécie de patrimônio cultural do negro tout court.

No jogo da oposição branco-negro, as especificidades culturais ou étnicas perdem sentido na medida em que todas as manifestações de cultura não identificadas com o grupo branco passam a ser julgadas como de negros, sem distinção de eventuais nuanças culturais. Para o branco comum — e para o negro também — há muito tempo não há mais cultura banto, cultura suldanesa ou negra maometana, para usar expressões de Arthur Ramos.

Há, simplesmente, a cultura negra ou a cultura de negros, pois a variedade étnica e racial dos diferentes estoques africanos foi-se reduzindo, no Brasil, a uma única categoria — a dos negros: negros escravos, antes da república: negro cidadão, nos dias atuais. O segundo processo de afastamento entre cultura e grupo racial refere-se à perda de identidade cultural desse grupo negro genericamente conceituado a favor de uma cultura nacional associada a toda a população pluri-racial brasileira, independentemente das múltiplas origens étnicas de um país de imigrantes.

Outra face deste complexo aculturação — desvinculação — espraiamento cultural é a da folclorização da cultura negra. Tal processo consiste em transformar as manifestações culturais dos negros em algo irrelevante ou em recheios ideais para se montarem esquemas de entretenimento para vastas camadas da população, em especial para aquelas que, independentemente da cor, podem usufruir, de forma mais plena, certo tipo de lazer produzido pela sociedade brasileira. Como tal, esta cultura não é levada a sério; é, ao mesmo tempo, uma cultura da puerilidade e do pitoresco. Pelo menos de duas maneiras, este processo afeta direta e concretamente o homem negro e seu estilo de vida.

Em primeiro lugar, ao se folclorizar a cultura, folcloriza-se com ela, o indivíduo e o grupo racial. Examinada deste ponto de vista, a folclorização é a parte de um mecanismo histórico de produção do homem-espetáculo ou espetaculoso, do ser exótico e leviano, e, como tal incorporado à dimensão não-séria — histriônica e mágica — da vida nacional. Opondo-se ao país operoso, racional, capitalista, esta cultura é expressão e suporte do que há de amalandrado, mágico, inconseqüente e preguiçoso da vida nacional.

A partir desse painel folclorizado, fonte de estereótipos negativos, é que se constrói a representação do que é negro no Brasil. Esta representação se coloca como foco referencial no relacionamento concreto e diário entre brancos e pretos e fornece os elementos com os quais os próprios negros “fabricam” a sua auto imagem e através da qual se julgam como gente e como grupo racial.

Em segundo lugar, o processo de folclorização afeta diretamente e concretamente o estilo de vida do negro na medida em que se faz acompanhar do processo de apropriação e espoliação de conquistas históricas do grupo, representadas por instituições que foram sendo penosamente “construídas” ao longo dos anos. Essas instituições podem ser consideradas como réplicas de instituições brancas. Contidos pelo preconceito e pela discriminação, os negros “fabricaram” como que um mundo institucional paralelo ao dos brancos, onde puderam como negros e como pobres, encontrar em contextos urbanos as condições mínimas para desenvolver sua sociabilidade e, livremente, exercitar suas práticas e cultivar os seus valores culturais.

escrito por Zezito de Araújo (Professor de História da UFAL)

Identidade com a Carreira Profissional



Escrito por Uemerson Florêncio

Antes de tudo, se faz necessário, fazer algumas considerações iniciais. Ter para onde ir nunca deixou ninguém no meio da estrada ou perdido, afinal, subentende-se que sabe para onde vai. Logicamente, ter um foco aliado a uma boa dose de pesquisa sobre as vocações pessoais possibilitará um crescimento substancial. Como será que o candidato a uma carreira bem sucedida se identifica com a própria escolha profissional?Outros aspectos devem ser levados em consideração: A inesgotável capacidade para pesquisar de forma disciplinada objetivando resultados em fases. Assim, o candidato estabelece um caminho sistemático e seguro, até mesmo para que ele garanta o controle absoluto sobre a caminhada na escalada profissional.

Identificar oportunidades que lhe possibilite grande aporte de conhecimento sobre campo escolhido, a citar: verificar na sua rede pessoal quem pensa ou atua efetivamente naquela área, sondar, entrevistar profissionais, professores em universidades, centros técnicos, ligar para empresas e dialogar com os responsáveis pelos respectivos setores que envolvem a sua escolha.

Entretanto, não se deve jamais deixar de lado um aspecto de grande relevância na construção dessa carreira que é a formação profissional.

Mas, aí também se esconde outro delicado item:

Como saber qual é o melhor curso de capacitação? O que se deve levar em consideração quando se quer participar de um curso para a capacitação e qualificação profissional? Sim, as dificuldades são inúmeras, não se pode esquecer, principalmente a financeira nos dias atuais, mas é perigoso quando se compra de preço – “curso barato” e todos estão lá. Às vezes o “barato sai caro”, nem toda panfletagem quer dizer que se pode enxergar o que se esconde depois da matricula.

Muito bem, não há diferença entre conhecer a área através de inesgotável pesquisa, como também quando para escolher um curso para a sua capacitação e qualificação profissional. Pois ambos os lados requer do indivíduo amadurecimento.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Engolindo Sapos com Estilo e Perseverança



Olá amigas(os)!


Desejo a vocês um 2011 maravilhoso...

Como disse Renato Russo na música "Daniel na Cova dos Leões" :

"- Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce...
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos."

Viva Deus ,Oxalá (ou o que você acreditar na fé) pelos bons frutos da sua saúde, de seus poucos amigos sinceros e suas decisões pessoais sem "pestanejar" ou desistir ...

A palavra de ordem em 2011 é não voltar atrás em nossos objetivos...


Está complicado manter a educação em grupo ? Está difícil não mandar as pessoas literalmente para o "inferno" ? A faxina entre os ditos "amigos "está te trazendo resultados surpreendentes ?

“Daniel, servo do Deus vivo, será que seu Deus conseguiu livrá-lo dos leões?” (Daniel 6.1-9)

Pois bem...é a nossa FÉ que nos tira de situações constragedoras em mesas de reuniões de trabalho , em bares entre amigos ou até mesmo nos livra de efeitos colaterais causados por palavras lançadas por pessoas que não querem nosso lugar...querem o nosso "brilho no olhar".

Desejo a vocês...toda alegria certa de que para VENCER é preciso LUTAR em cursos de boa formação e em oração também...

Se nossos amigos estam felizes ...fiquemos em oração de agradecimento...
Se os nossos inimigos estam prosperando mesmo com artimanhas sem ética e decência ...Dê GRAÇAS A DEUS...O inimigo longe de nós e vivendo de forma prospera é uma VITÓRIA feliz e sem sacrifícios para nós.

O melhor que podemos desejar a quem nos quer mal é que essa pessoa seja BEM SUCEDIDA e cheia de PROSPERIDADE. Desta forma,essa pessoa vai para longe de nós e nem se lembra mais que NOSSO SORRISO no olhar e ALEGRIA no dia a dia não tem como ela copiar ou tomar de nós.

Fácil não é...mais se estamos atraindo "pequenos olhares tortos" é sinal de que nossos serviços são tão bons que outros se sentem ameaçados.

Vamos em frente...Sofrer ou chorar só com uma boa necessarie do lado para repor a maquiagem no banheiro...

Amo vocêssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss


Texto: Patrícia Bernardes

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Priberam auxilia Língua Portuguesa




O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) é um dicionário de português europeu (de Portugal) que contém cerca de 97 000 entradas lexicais, incluindo locuções e fraseologias, e que permite a consulta de definições, com sinónimos e antónimos por acepçãoaceção, subentradas e locuções. Em alguns casos é também possível consultar informação sobre a origem da palavra e a sua pronúncia, sobre a conjugação verbal e sobre equivalentes de e para espanhol, francês e inglês.

A presente versão do DPLP permite a consulta com ou sem as alterações gráficas previstas pelo Acordo Ortográfico de 1990. Para informações pormenorizadas sobre a pesquisa no DPLP, deverá aceder à secção Como consultar.

Esta obra é disponibilizada gratuitamente on-line e actualizadaatualizada regularmente. Quaisquer sugestões ou correcçõescorreções devem ser enviadas para dicionario@priberam.pt.


CEPRO promeve curso de Produção de Petróleo



CURSO EM OPERAÇÃO DE PRODUÇÃO DE PETRÓLEO

Objetivo:

Qualificar profissionais para uma atuação efetiva nas atividades relacionadas com produção de petróleo e gás, proporcionando conhecimentos e embasamento teóricos sobre processamento de óleo e de gás em plantas de processo instaladas em plataformas marítimas fixas e flutuantes - FPSO (navios com plantas e armazenamento);

Conteúdo Programático:

1. Desenvolvimento do potencial Humano
2. Facilidades Não Elétricas
3. Equipamentos Elétricos
4. Meio Ambiente
5. Segurança do Trabalho
6. Instrumentação e Automação
7. Qualidade
8. Geologia e Reservatórios
9. Plataformas Marítimas
10. Perfuração e Completação de Poços
11. Física aplicada à medição de fluídos
12. Petróleo ( origem e constituição )
13. Avaliação de Formações
14. Processamento de Óleo / Planta de Produção
15. Processamento de Gás
16. Navios de Produção (FPSO e FSO)
17. Elevação e Escoamento de Petróleo
18. Máquinas Rotativas
19. Mecânica de Fluidos
20. Tratamento de Água Produzida e Oleosas
21. Captação e Água de Injeção
22. Interpretação de Fluxograma


Informações: (71) 3013- 0982

Centro de Estudos Profissionalizantes (CEPRO)

Av. Sete de Setembro (em frente a Igreja de São Bento)

Rever erros e consolidar a democracia




Márcia Virgens *

marciare@mp.ba.gov.br


No último dia 23 de dezembro, entrou em vigor a Convenção Internacional para a Proteção de Todas as Pessoas contra Desaparecimentos Forçados. O documento resulta da Declaração elaborada pelo Grupo de Trabalho das Nações Unidas sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários, e aprovada pela Assembléia Geral da ONU no ano de 1992.

A Convenção foi adotada pela ONU, 14 anos depois, em dezembro de 2006, sendo aberta para assinaturas no ano seguinte. Desde então, mais de 80 países assinaram o documento. No entanto, além de assinar, era preciso ratificar a Convenção, que somente no último dia 23 de novembro, após ser confirmada pelo vigésimo país, o Iraque, pôde entrar em vigor. Os Estados que a ratificaram comprometem-se a iniciar investigações, processar os responsáveis, e a garantir reparações para os sobreviventes e suas famílias, através de indenizações e do direito à verdade e justiça. Além de passarem a considerar o desaparecimento forçado, quando realizado de forma generalizada ou sistemática, como crime contra a humanidade.

É importante celebrar a vigência da Convenção, sem esquecer, no entanto, que os desaparecimentos forçados continuam ocorrendo em diversas partes do mundo. O GT sobre Desaparecimentos Forçados da ONU emite, anualmente, relatórios contendo números alarmantes de raptos e seqüestros realizados por agentes do Estado contra dissidentes e acusados de terrorismo. No caso do Brasil, que foi o vigésimo primeiro país a ratificar a Convenção, ainda há muito a ser feito. O país possui uma chaga aberta e muito dolorida para os familiares e sobreviventes das violações de direitos humanos ocorridas durante o regime militar.

Internamente, não há registros de grandes avanços, mas espera-se que com a ratificação do Brasil à Convenção, seja possível uma atuação mais assertiva na direção de corrigir os erros do passado e de dispensar o devido respeito aos familiares das vítimas da ditadura. No plano internacional, logo após ter ratificado a Convenção, o Brasil foi sentenciado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH) como responsável pelo desaparecimento forçado de, pelo menos, 70 camponeses e militantes da Guerrilha do Araguaia, entre os anos de 1972 a 1974. Como membro da Organização dos Estados Americanos (OEA), o Brasil fica obrigado ao cumprimento desta sentença.

Na sentença, destacam-se a determinação de que o Estado brasileiro foi o responsável pelo desaparecimento das vítimas e que o direito à justiça, no que se refere à obrigação internacional de investigar, processar e sancionar os responsáveis pelos desaparecimentos foi violado. A Corte determinou que o Estado retire todos os obstáculos práticos e jurídicos para a investigação, esclarecimento da verdade e responsabilização dos envolvidos. Inclusive, as disposições da Lei de Anistia, que representaram, até aqui, o principal entrave para o avanço desta questão.

A sentença dispôs ainda sobre a ausência de informação oficial, determinando o princípio da máxima divulgação e a necessidade de justificar qualquer negativa, além da adequação da legislação sobre acesso à informação às normas da Convenção Americana. No tocante ao direito dos familiares dos desaparecidos à verdade, determinou-se como medida de reparação, pelo sofrimento causado aos mesmos, a obrigação de investigar os fatos, de realizar um ato público de reconhecimento de culpa, de iniciar busca para a localização dos restos mortais dos desaparecidos, além de sistematizar e publicar todas as informações sobre a Guerrilha do Araguaia e o regime militar.

A confirmação desta Convenção e o cumprimento desta sentença pelo Estado brasileiro representam os primeiros passos no sentido de saldar uma dívida histórica com os familiares dos desaparecidos e com toda a sociedade. É a possibilidade de rever os erros do passado e de tomá-los como lição para o futuro. Diversos países da América Latina já iniciaram este processo. Adentrar 2011 na expectativa de ver o Brasil fazendo a sua parte, é vislumbrar a possibilidade de concretização de uma nação plenamente democrática.

*Promotora de Justiça da Cidadania e Defesa da Educação, coordenadora do Núcleo de Proteção dos Direitos Humanos e Articulação com os Movimentos Sociais, e do Programa de Capacitação e Educação em Direitos Humanos do Ministério Público do Estado da Bahia.