sexta-feira, 10 de setembro de 2010

AUTO DA BARCA DA NEGRA BERNARDES



Recebi um gesto de varias eloqüências
A poesia pode se considerar uma por excelência
Tem também a força mágica que vem do pensamento
Aquela que Oya trouxe com seus ventos
Flutuando nos ares cuja missão é o acalento
Como a graça das folhas encantadas
Despertar das mentes apaixonadas
Existe aqui reencontro de cada um com si
Mas antes Iyamassê fez submergir no Ori
Aquela arca esquecida nas profundezas do mar
A palavra poética é a chave e o tesouro é amar
E com suas doces mãos entrega-me o machado
Para que rompa as cordas que me vejo atado
São os mistérios guardados em nossos oceanos
Que nunca são os primeiros em nossos planos
Ai o encanto da Negra Bernardes faz lembrar
Através da graça do poema Memórias Do Mar
“Hoje é calmaria que dorme dentro do coração”
E voce Nega é a maresia que me enche de emoção
Quando procuro o balanço social da nossa rede
Quando sentia minha alma com fome e sede
No momento em que sinto perder a magestade
Vivendo furacões, tornados e tempestade
Surge em versos a bonanza que me acarecia
Me coloca a busca da pesca farta que havia
A premissa que “navegar é preciso”
Que basta abrir a mente e o sorriso
Que o mar da vida saberá ser generoso
A poesia é de fato um carinho honroso
Que faz o humano de todas as raças
Em unissono harmonia ao signo da GRAÇA.

Sérgio Cumino
ator e diretor de teatro, formatador de projetos sociais, poeta
@sergiocumino
http://poesiasergiocumino.blogspot.com/

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