quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Empresas com sentido
















Empresas com sentido Conciliar a vida empreendedora com a pessoal não é tarefa fácil, até porque a vida é uma só. E, nessa visão em que vivemos uma única vida, no trabalho, com a família ou amigos, temos que nos equilibrar ao máximo para viver com qualidade cada um dos momentos. Quando fazemos alguns cálculos, percebemos que o trabalho corresponde a cerca de 25% do tempo que vivemos. E, se não trabalhamos com algo que realmente acreditamos, que faça sentido, que nos proporcione um significado, então estamos literalmente desperdiçando esses 25% de tempo extremamente importantes em nossas vidas.

O trabalho empreendedor tem de fazer sentido, tem de estar conectado a um propósito de vida e também de transformação. Ser dono do próprio negócio e reproduzir os comportamentos e estilo de quem é empregado não faz sentido, mas infelizmente é isso que muitos praticam. Criam empresas sem sentido, visando apenas lucro, muitas vezes pautada na sobrevivência no mercado ou na concorrência predatória. Empresas sem sentido são impulsionadas e influenciam vidas que também começam a ficar sem sentido. Os desejos, sonhos e visões convertem-se em objetos materiais e um ciclo de desejar e comprar, desejar e comprar se estabelece. E todo ano a troca do carro é necessária, afinal, nada como um novo modelo, depois vem o apartamento e as inúmeras reformas dando a impressão de que o mesmo nunca está pronto, que sempre falta algo. Depois vem a casa de campo e inúmeros outros objetos que nos proporcionam relativo conforto e prazer material, mas, no dia seguinte, quando chega o trabalho – aquele que não faz sentido, que é cansativo, a empresa que dá trabalho, os clientes que não param de reclamar e os funcionários que são sempre um problema e por aí vai –, é que refletimos se realmente vale a pena manter ou criar uma empresa que não faça sentido. Uma empresa fria, sem emoção, cujo objetivo primordial é o lucro.

Não quero aqui romancear uma empresa e tão pouco afirmar que o lucro é um atributo secundário, mas sim dizer que temos de entender nossa empresa como uma missão nesta vida, como algo que faremos para o nosso bem, o das pessoas a nossa volta e o da sociedade. Que essa empresa deve ter diferenciais, deve inovar, deve realmente contribuir com uma marca em que algo possa mudar em nossa sociedade, influenciando outras pessoas, empreendedores que possam multiplicar o bem que uma empresa deve e tem que provocar em seu entorno.

Nesse novo tempo em que vivemos, empresas com sentido passarão a ter cada vez mais valor, para o próprio empreendedor, sociedade ou mercado, pois são nessas empresas que o empreendedor se lança, se doa, trabalhando muito e fazendo dela uma extensão de seus sonhos e desejos de conquistas.

fonte: Paulo Renato Macedo Cabral - Consultor, empresário e diretor do Instituto Inovação Aceleradora de Negócios em Inovação

Nenhum comentário: