domingo, 13 de setembro de 2009

Mídias sociais como ferramenta de negócios?


A Agência Frog, empresa de marketing digital do Rio de Janeiro criada em 2007, vem há cerca de dois anos propagando a idéia das mídias sociais como importante ferramenta de negócios.
A empresa criou o Índice de Marcas em Mídias Sociais (IMMS), indicador elaborado para mostrar o posicionamento de uma marca e de seus principais concorrentes no Twitter, Orkut, YouTube e na chamada blogosfera. Jornalistas da Web conversou brevemente com Roberto Cassano, diretor de estratégia e mídias sociais da Frog, que explicou mais sobre essa área que ganha cada vez mais força no meio online.
Acompanhe:

Jornalistas da Web - Em poucas palavras, como pode ser definido o papel do analista de mídias sociais?

Roberto Cassano - O analista de mídias sociais é aquele profissional encarregado de identificar as oportunidades de marcas ou empresas atuarem em redes sociais. Ele pode atuar tanto com monitoramento como com ativação [presença e interação] em blogs, redes, fóruns etc.

JW - O campo de análise de mídias sociais é relativamente novo. Há quanto tempo a Agência Frog trabalha com isso? Quais tipos de clientes mais procuram vocês para esse tipo de serviço?

RC - A Frog atua com foco em mídias sociais há 2, 3 anos. Temos tido procura de clientes de todo tipo de porte. De grandes corporações (como a Oi), a médias e grandes empresas (como a Ediouro) ou empresas com projetos menores, como gravadoras (mercado fonográfico) e cinema. Tem de tudo mesmo, mas em geral empresas com algum tipo de contato direto com o cliente final.

JW - Quantos profissionais trabalham na Frog especificamente com a análise de mídias sociais? Existe um perfil quando se contrata um profissional para essa área?

RC - Temos quase 30 profissionais dedicados a mídias sociais, incluindo aí analistas e profissionais de criação, arte e planejamento para redes sociais. O perfil é bastante variado. A maioria acaba vindo de Comunicação (jornalismo e publicidade), mas o mercado absorve sociólogos, psicólogos, estatísticos etc. O importante é a paixão pela Internet.

JW - O que diferencia um consultor de uma agência especializada? os serviços costumam ser contínuos ou eles também são oferecidos em caráter de job?

RC - A relação ideal é a de longo prazo, porque, em essência, rede social é um contexto onde a empresa se reposiciona. É um processo, uma construção. No entanto, o job é comum e acaba funcionando como "test-drive". Hoje questionamos o próprio nome de agência, pois muitas vezes nossa atuação se aproxima de uma consultoria. A diferença mais gritante, acredito, é na aplicação mais prática e imediata. Não vendemos Power Points.

JW - O Twitter pode ser apontado como um responsável pela popularização dessa nova área?

RC - Um deles, sem dúvida. Ao ganhar capa de revistas e destaque na TV, o Twitter despertou a atenção de executivos que ainda não tinham acordado para as redes sociais. Nosso desafio é não deixar isso virar um novo "Second Life".

JW - A análise de mídias sociais não seria simplesmente varrer os ambientes sociais virtuais em busca de uma determinada informação, certo? O que vem depois dessa, digamos, varredura? Como um cliente poderia se beneficiar do que foi coletado?

RC - Não! É muito mais que isso!!! A parte de métricas da análise inclui monitoramento. Ele é 20% software e 80% hardware humano - é a análise que faz diferença. Quando monitoramos referências a programas de TV e descobrimos que 60% delas são feitas de um PC e durante o período em que o programa está sendo televisionado isso diz muita coisa sobre os hábitos dos espectadores. É mais que uma simples varredura.

Mas os analistas também ativam. Ou seja, usam o que foi ouvido (monitoramento) para criar estratégias de comunicação e relacionamento (falar) e de geração de buzz (energizar). E implementam isso.

JW - Puxando sardinha para o lado do webjornalismo, como a análise de mídias sociais pode ser importante para veículos noticiosos?

RC - Acho que isso é vital. Primeiro, desenhando as interatividades e a linguagem [a forma de se falar e interagir com o público]. Não se pode usar o Twitter como um resumão do "plantão" noticioso. E ao ouvir a reverberação das notícias, aprende-se muito sobre o perfil do leitor.

fonte:http://www.jornalistasdaweb.com.br/index.php?pag=displayConteudo&idConteudoTipo=2&idConteudo=3974

Nenhum comentário: