segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Frustrações : A escolha é sua.

Sigmund Freud, o pai da psicanálise, costumava dizer que nada do que diga respeito aos seres humanos deveria nos causar estranheza. Seu recado, muito lógico, é que não deveríamos nos surpreender, nem nos desesperar, com choques que fazem parte da vida, como a morte de um parente querido, por exemplo. Evidentemente, qualquer pessoa sensível continua sofrendo por causa de fatos desse tipo. Mas será que, além da dor inevitável, também temos de nos sentir frustrados por não conseguir mudar a realidade? A questão se coloca com freqüência em nosso dia-a-dia no trabalho. Quer a gente queira ou não, sempre existirão momentos de frustração na vida profissional de todas as pessoas — e esses momentos não serão poucos.

Não é preciso que sejam acontecimentos de grande impacto, como uma demissão ou a falência da empresa na qual você depositava os seus sonhos de uma carreira de sucesso. São os fatos corriqueiros, na verdade, os que mais geram momentos de frustração. Você pode discordar de uma ordem do seu chefe; descobrir que aquele aumento prometido não veio; perceber que se apossaram de uma ótima idéia que você teve; não conseguir fechar um contrato importante; perder um bom cliente; ter seu projeto reprovado; atrasar-se para um almoço de negócios e levar uma dura; ter de abaixar a cabeça por alguma razão. Todas essas coisas, tão comuns na vida de qualquer profissional, são capazes de dar uma senhora desanimada na pessoa. “O sentimento predominante da frustração é o de impotência, de incapacidade”, afirma o analista junguiano Luciano Colella, com consultório em São Paulo. “O indivíduo sente aquele fato como uma derrota pessoal e isso mexe com sua auto-estima. Ele pode começar a achar que é menos do que imagina, que não tem tanta capacidade quanto pensava.”

O impacto que esses acontecimentos negativos têm em nossa vida depende da forma como os encaramos. A cada experiência ou estímulo atribuímos um significado e, conseqüentemente, temos uma interpretação mental. Uma demissão, por exemplo, é uma experiência chocante. Se dermos a ela um significado catastrófico, nossa vivência desse fato também será catastrófica.

fonte:VOCÊ S. A

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