terça-feira, 28 de julho de 2009

Helena Bernardes recebe Prêmio Guerreira Maria Felipa 2009

Fonte: Itapoan On Line e Arquivo Pessoal

Ao reconhecer a força das mulheres negras na construção da cidade, a capital baiana, por iniciativa da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara municipal de Salvador, presidida pela vereadora Eron Vasconcelos, concede o lançamento do
Prêmio Mulher Guerreira Maria Felipa, a mais de 35 (trinta e cinco) mulheres que souberam lutar pelos seus direitos e ideais, durante uma Sessão Especial em Comemoração ao Dia Municipal da Mulher Negra, que aconteceu hoje no Plenário Cosme de Farias, às 19h.

Lúcia Helena Bernardes foi uma delas . Lúcia é militante das causas referentes a justiça e a igualdade da mulher negra, funcionária do Serviço Federal de Processamento de Dados - Serpro e também da Federação Nacional dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados e Similares – Fenadados.


A importância da atuação da mulher negra no combate à desigualdade social assim como em lutas e conquistas políticas foi, muitas vezes, ofuscada pelos entraves de duas formas da discriminação: o racismo e o sexismo.

Personagens como Maria Felipa, Zeferina, Luiza Mahim, entretanto, evidenciam que essas mulheres resistiram às barreiras do preconceito e ajudaram na construção da história da capital baiana, assim como tantas outras que lutaram pelo Brasil. Mesmo assim, nem todos os nomes têm a notoriedade que merecem estampadas nas páginas da história brasileira.

Este é o caso de Maria Felipa, que enfrentou os portugueses no século XIX. Era um desaforo ignorar a resistência dos pescadores e marisqueiras da Ilha de Itaparica aos ataques de Madeira de Melo e, por isso, ela lutou pela independência de seu povo. Somente agora, 180 anos depois, a heroína negra que foi esquecida pela história oficial virou personagem lendária e é venerada na região.

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