terça-feira, 28 de julho de 2009

Helena Bernardes recebe Prêmio Guerreira Maria Felipa 2009

Fonte: Itapoan On Line e Arquivo Pessoal

Ao reconhecer a força das mulheres negras na construção da cidade, a capital baiana, por iniciativa da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara municipal de Salvador, presidida pela vereadora Eron Vasconcelos, concede o lançamento do
Prêmio Mulher Guerreira Maria Felipa, a mais de 35 (trinta e cinco) mulheres que souberam lutar pelos seus direitos e ideais, durante uma Sessão Especial em Comemoração ao Dia Municipal da Mulher Negra, que aconteceu hoje no Plenário Cosme de Farias, às 19h.

Lúcia Helena Bernardes foi uma delas . Lúcia é militante das causas referentes a justiça e a igualdade da mulher negra, funcionária do Serviço Federal de Processamento de Dados - Serpro e também da Federação Nacional dos Empregados em Empresas de Processamento de Dados e Similares – Fenadados.


A importância da atuação da mulher negra no combate à desigualdade social assim como em lutas e conquistas políticas foi, muitas vezes, ofuscada pelos entraves de duas formas da discriminação: o racismo e o sexismo.

Personagens como Maria Felipa, Zeferina, Luiza Mahim, entretanto, evidenciam que essas mulheres resistiram às barreiras do preconceito e ajudaram na construção da história da capital baiana, assim como tantas outras que lutaram pelo Brasil. Mesmo assim, nem todos os nomes têm a notoriedade que merecem estampadas nas páginas da história brasileira.

Este é o caso de Maria Felipa, que enfrentou os portugueses no século XIX. Era um desaforo ignorar a resistência dos pescadores e marisqueiras da Ilha de Itaparica aos ataques de Madeira de Melo e, por isso, ela lutou pela independência de seu povo. Somente agora, 180 anos depois, a heroína negra que foi esquecida pela história oficial virou personagem lendária e é venerada na região.

Porque devemos orar?

"Tanto o fogo como o paraíso se curvam e prostram diante de Deus. O que é digno de Sua Essência é adorá-Lo por amor a Ele, sem medo do fogo, nem esperança do paraíso.
Quando é oferecida a adoração verdadeira, quem adora é salvo do fogo e entra no paraíso do beneplácito de Deus, mas não deve ser este, entretanto, o motivo de seu ato. O favor e a graça de Deus, porém, manam sempre de acordo com as exigências de Sua inescrutável sabedoria.
A oração mais aceitável é aquela oferecida com a máxima espiritualidade e ardor; prolongá-la não tem sido, nem é estimado por Deus. Quanto mais desprendida e pura a oração, mais aceitável é na presença de Deus."

sábado, 25 de julho de 2009

12ª Edição do Seminario Avançado em Relações Raciais e Étnicas.

Entre os dias 3 e 21 de agosto de 2009, o Fábrica de Idéias realizará a 12ª Edição do Seminario Avançado em Relações Raciais e Étnicas.
Neste contexto de atividades serão contempladas várias aulas públicas com pesquisadores renomados:
"Feminismo Negro"
Profª Angela Davis
Local:Colégio Central da Bahia- Av. Joana Angélica
Data: 03/08/2009
Horário: a partir das 18:00hs

"O Corpo da Mulher Africana como Objeto de curiosidade"
Profª Patricia Hayes
Local:Auditório Milton Santos
Data: 07/08/2009
Horário: a partir das 18:00hs

"Corpo e Identidade"
Profª Mara Viveros
Local:Auditório Milton Santos
Data: 10/08/2009
Horário: a partir das 18:00hs
"Ciências Sócio-históricas e o Corpo da Mulher Africana"
Prof° Yussuf Adam
Local:Auditório Milton Santos
Data: 17/08/2009
Horário: a partir das 18:00hs


Att.
Equipe Fábrica de Idéias

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Só por hoje direi que estou de mal com a depressão e se ela der as
caras aplicar-lhe-ei vinte bofetões de alegria.

Só por hoje darei alta aos analistas, psicólogos, psiquiatras,
conselheiros, filósofos e proclamarei que se antes eu era porque era o
que eu era, agora sou o que sou porque sou tão feliz quanto penso que
sou.

Como pensou que sou feliz, logo sou.

Só por hoje direi que a vida é uma festa, acreditarei que a vida é uma
festa e farei da festa a minha vida.

Só por hoje tomarei um porre.

Só por hoje admitirei que todo homem nasce feliz, passa a infância
feliz, depois cresce e esconde a felicidade para que não a roubem, só
que daí esquece onde a colocou.

Mas só por hoje lembrarei que estás na minha mente.

Só por hoje rirei à toa e contar-me-ei uma piada tão velha quanto a
história daquele sujeito que olhava por cima do óculos para não gastar
as lentes.

Só por hoje, revelarei ao mundo que sou feliz e chamarei de absurda
toda opinião contrária.

Só por hoje acreditarei que ri melhor quem ri por si mesmo.

Já estou rindo.

Só por hoje informarei a todos que sou tão feliz quanto resolvi ser.

Só por hoje guardarei a serenidade no baú e deixarei que a criança
interior brinque comigo o tempo todo.

Só por hoje estarei tão bem-humorado que rirei até daquele anúncio que diz:

"Vende-se uma mala por motivo de viagem."

Só por hoje admitirei que ser feliz é tão simples quanto dizer que sou feliz.

Só por hoje estarei tão feliz que não sentirei falta de sentir falta
da felicidade.

Só por hoje expulsarei da minha casa a tristeza e hospedarei a
alegria, o sorriso e o bom-humor.

Só por hoje abrigarei a felicidade sob o meu teto, vesti-la-ei com
roupas de bem-estar, dar-lhe-ei a comida do sorriso, a bebida da
alegria e a divertirei com conversas agradáveis e positivas.

Só por hoje me divorciarei do passado, romperei o namoro indecoroso
com os males do presente e casarei indissoluvelmente com a felicidade.

Só por hoje hastearei a bandeira do bom-humor sobre meu próprio território.

Só por hoje decidirei que sou definitivamente FELIZ.

domingo, 19 de julho de 2009

Seminário resgata obra do escritor Xavier Marques


Encontro mensal contará com a participação de professores e escritores

A Bahia de Gregório de Mattos, Castro Alves e Jorge Amado, também é a Bahia de Francisco X. Ferreira M., conhecido como Xavier Marques, autor do livro Jana e Joel, obra que este ano completa 110 anos, e cuja ficção é um das mais representativas na área regionalista e praieira baiana.
Com o objetivo de trazer para as novas gerações uma das mais importantes obras de Xavier Marques, a Fundação Pedro Calmon/ Secult, através do Núcleo do Livro, Leitura e Literatura (NLLL), promove a terceira edição do “Seminário Novas Letras”, com o tema: A ficção baiana e o mar. O encontro acontece na Academia de Letras da Bahia, no dia 29, (quarta-feira), das 15h às 18h.
Na programação haverá três palestras: A transição ornamental em Jana e Joel, de Xavier Marques, na visão crítica de David Salles, por Jacques Salah; O mar na literatura baiana, por Aramis Ribeiro Costa e A correspondência entre a realidade e a ficção no léxico de Jana e Joel, por Denise Gomes.
O Seminário Novas Letras consiste em encontros mensais com escritores e professores baianos, que, através de mesas-redondas, palestras e conferências abertas ao público, abordam temas ligados a literatura e outras linguagens, como cinema, internet, etc. O projeto é realizado em parceria com a Academia de Letras da Bahia e a Livraria Multicampi (LDM).
Palestrantes
Jacques Salah é professor aposentado de Língua e Literatura Francesas do Instituto de Letras da UFBA. Doutor, pela Universidade Paul Valèry, examinou a obra de Jorge Amado, pesquisa que culminou com a publicação A Bahia de Jorge Amado (Salvador: Casa de Palavras, 2008). Atualmente preside a Fundação Bahiana para o Desenvolvimento das Ciências. É detentor de duas condecorações francesas e quatro brasileiras.
Aramis Ribeiro Costa é médico e escritor de crônicas, fábulas e contos. É membro da Academia de Letras da Bahia. Entre os muitos livros que publicou, estão: A nota de Rosália (1989), A assinatura perdida (1996), Episódio em Curicica (2001), Os bandidos (2005) e o recente Reportagem urbana (2008).
Denise Gomes é doutora em Língua Portuguesa pela Universidade Federal da Bahia e pela Christian-Albrecht Universität zu Kiel. É professora adjunta de Língua Portuguesa na Universidade Estadual de Feira de Santana, onde desenvolve também atividades de pesquisa na área de Etnolingüística, Lingüística e Etnografia, Linguagem e Trabalho e Diversidade Lingüística.


SERVIÇO:

O quê: Seminário Novas Letras - A ficção baiana e o mar
Onde: Academia de Letras da Bahia, Av. Joana Angélica, 198, Palacete Góes Calmon, Nazaré, Salvador, BA, (71) 3321-4308
Quando: Dia 29 (quarta-feira), às 15h.
Informações: (71) 3116-6677
Entrada: Gratuita

Mais informações:
ASCOM - Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Mudança no percurso do circuito do Campo Grande divide opiniões


A proposta de revitalizar o circuito Osmar Macedo (Campo Grande/ Avenida) feita por Reginaldo Santos, membro do Conselho Municipal do Carnaval, vem dividindo a opinião dos produtores e artistas que fazem a festa. A reportagem do CORREIO foi conferir a polêmica e,embora a maioria dos artistas consultados (15) seja favorável, existem vozes de peso discordantes.

Bell Marques, líder do Chiclete com Banana, é uma delas: “As coisas não podem ser mudadas assim de repente”, afirma. O pensamento de Bell, contudo, difere realmente da maioria dos seus colegas. O cantor Tatau, por exemplo, acha que o projeto precisa de alguns ajustes, mas é bom. “Tudo que vem para melhorar deve ser bem-vindo, mas a resposta se funciona ou não a gente só vai saber na avenida ”, pondera o cantor.

Ivete Sangalo, estrela de primeira grandeza da folia baiana, também é favorável à mudança. Para ela, acima de qualquer coisa, o que importa é o Carnaval de Salvador. Netinho faz coro com a cantora. “Como artista, folião e amante do Carnaval de Salvador, fico feliz com essa tentativa de mudança e organização. Ainda bem que os responsáveis pela organização do Carnaval estão raciocinando e se movendo em prol de uma nova ordem para a nossa grande festa”, diz.

A opinião é compartilhada por Denny, da Timbalada, e por Fred Moura e Katê, do VoaDois. O pessoal do axé tem o reforço dos pagodeiros. Eddye, do Fantasmão, uma das sensações do último Carnaval, assina embaixo: “Concordo com a mudança. Para o artista que toca todos os dias no Carnaval, como é o caso do Fantasmão, a maratona é muito desgastante e os meses que antecedem a festa já são agitados por conta dos ensaios de Verão”.

De todo modo, o projeto elevou a temperatura entre os profissionais envolvidos na maior festa popular do planeta. O que até então era um consenso (tentar reverter o visível quadro de decadência desse circuito e valorizar a Praça Castro Alves), se transformou em dor-de-cabeça para muita gente, incluindo artistas,empresários e até mesmo o prefeito de Salvador.

Com o vazamento da notícia de que em 2010 os blocos de trio não mais fariam o retorno pela Rua Carlos Gomes (exceção apenas para as entidades afros Ilê Aiyê e Olodum e o afoxé Filhos de Gandhy) e acabariam o desfile em frente ao Edifício Sulacap , os ânimos se exaltaram.

Afros

Antonio Carlos do Santos, o Vovô do Ilê Aiyê, está do lado de Bell Marques. Apesar de aparentemente ter o privilégio de passar pela Carlos Gomes, o presidente do bloco afro argumenta: “ Vou ter muitos problemas. O associado do Ilê Aiyê já reclama quando eu recolho o bloco, imagine então com o percurso reduzido? Além do mais, essa mudança precisa de uma avaliação técnica. Será que a Ladeira da Montanha vai aguentar essa concentração de trios?”.

Aguinaldo Silva, presidente dos Filhos de Gandhy, também diz não concordar com o fim do desfile na Castro Alves, com os trios descendo pela Ladeira da Montanha. Filho do saudoso Osmar Macedo, que dá nome ao circuito, o músico Armandinho se mostra cauteloso. “Minha expectativa é que tudo isso venha melhorar a Castro Alves, mas não me venham transformá-la num estacionamento de trios!”

A opinião do folião

No meio da polêmica encontram- se os foliões que já compraram o abadá do Camaleão e que não estão satisfeitos. O publicitário Márcio Ventura é um deles: “Querer mudar as regras seis meses ante do Carnaval não é justo. É falta de respeito”. O personal trainer Vagner Ferreira diz que só não entra na Justiça porque é fã do Chiclete.

Por sua vez, o prefeito João Henrique assume tom conciliador: “O objetivo é revitalizar o Carnaval do Centro. Vamos fazer debates, pesquisas populares e, a partir de uma análise técnica, aprovar ou não a mudança no circuito ou encontrar uma solução para 2011, para não prejudicar o consumidor”.

Opiniões dos artistas

'Acredito que vai funcionar, sim. As pessoas trabalham com isso, pensam nisso, prezam por isso', Claudia Leitte, cantora

'Acho que pode ser muito positivo para o Carnaval. Se tudo for feito para beneficiar o povo, eu concordo', Marcio Victor, cantor do Psirico

'Não importa o percurso. O importante é o Carnaval de Salvador', Ivete Sangalo, cantora.

'A mudança será boa para o Carnaval, que não pode acabar nunca! Vamos ter qualidade no circuito', Saulo Fernandes, vocalista da Banda Eva

'Ainda não posso avaliar se a mudança será positiva ou negativa, mas a experiência pode ser feita', Margareth Menezes, cantora

'Eu sou totalmente contra a mudança e acho precipitada. Não existe mudança sem ouvir a opinião do folião. O Carnaval é muito grandioso. Não sou eu nem um grupo que deve determinar uma mudança tão radical. Tem que ter um projeto estruturado. Estou decepcionado com a atitude dessas pessoas. Querer encerrar o desfile ali no Sulacap acho uma temeridade. Em vez de ser uma coisa que ande mais rápido, vai se transformar num transtorno. Eu falo pelo meu bloco, porque eu estou ali em cima do trio e vejo tudo.

Eu deixei bem claro para o pessoal da Central do Carnaval: se for feita a mudança eu saio este ano, porque tenho compromisso, mas ano que vem o Chiclete com Banana fica apenas na Barra. Existem blocos que ainda não venderam. Nós já vendemos e temos responsabilidade perante as pessoas. E quem comprou, como é que fica? Existem pessoas insatisfeitas que querem mudar porque o Carnaval não é rentável para elas”. Bell Marques, vocalista do Chiclete com Banana.


Serviço de táxi terá novas tarifas

Desde 11 de julho, está em vigor a nova tabela tarifária do serviço de táxis da capital cearense. O reajuste é estabelecido no decreto 12.545 de 30 de junho de 2009.

A nova tabela, composta a partir de estudos técnicos realizados pela Etufor, tem o objetivo de corrigir os valores que incidem sobre os custos que compõem a tarifa de táxis, que já estavam defasados. De 2006 para cá, houve aumentos em insumos importantes, como óleos, pneus, combustíveis e até nos preços de veículos.

O percentual de reajuste da tarifa é de 9,45%. Confira como ficam os novos valores a partir de 10 de julho:

Táxi comum

Bandeirada (valor mínimo por corrida) – R$ 3,24/km
Quilômetro da Bandeira 1 – R$ 1,62
Quilômetro da Bandeira 2 – R$ 2,43
Hora parada: R$ 16,20

Táxi especial (aeroporto)

Zona 1 – R$ 16,20
Zona 2 – 24,30
Zona 3 – 32,40

Os táxis especiais operam com preços fixos, calculados de acordo com a região da cidade. Nos dias úteis (das 20h às 6h), sábados (a partir das 13h), domingos, feriados e durante o mês de dezembro é acrescentado 50% do valor do preço fixo da zona ao valor final da corrida do táxi especial.

ABSURDO - [Sinjorba] Enc:Vaga Jornalista 2° Grau

Caros colegas,

Acessem o link abaixo e vejam o que o Ministro do Supremo, Gilmar
Mendes, provocou. Trata-se de um anúncio de vaga para assessor de
comunicação em Goiânia, cujo pré-requisito é possuir, apenas, ensino
médio completo.
É um absurdo!!!!

http://www.curricul um.com.br/ 02_03_04. asp?acao= delivery&classif_cod= 435015&utm_source=Boletim% 2Bde%2Bvagas% 2Bcasadas&utm_medium=e- mail&utm_content= Vagas%2BCasadas&utm_campaign= Boletim%2Bde% 2BVagas%2BCasada s

sábado, 11 de julho de 2009

Cinema Total com Walter Webb


por: Andreia Santana


Cinema Total é o nome do curso de produção, roteiro e direção que o cineasta Walter Webb irá realizar em Salvador, de 27 de julho a 23 de agosto. Promovido pela Jaguatirica Cinema e Fotografia e pela Luwa Filmes, o curso terá duração de 6o horas e será feito em módulos.

Junto com Webb, que já trabalhou com Glauber Rocha, Roberto Pires, John Boorman, Roberto Faenza, Nicholas Ray e Anthony Mann, entre outros, o curso terá também a participação do diretor de fotografia norte-americano radicado em Salvador, Mush Emmons, que entre outros trabalhos, participou dos longas Revoada, de José Umberto Dias, e No Coração de Shirley; dirigindo ainda a fotografia dos curtas Hansen Bahia, de Joel de Almeida, e Caçadores de Saci, de Sofia Federico.

Os realizadores do curso estão oferecendo uma bolsa para o autor do melhor argumento para curta metragem, baseado no tema Proteção Animal. O roteiro vencedor será desenvolvido durante o curso, que será realizado em três turmas. Os interessados na bolsa devem mandar seu argumento até o dia 22 de julho para a sede da Jaguatirica Cinema e Fotografia.

As reservas e inscrições tanto para o workshop quanto para o curso Cinema Total, bem como os valores a serem investidos neste último e as regras para concorrer a bolsa e seleção do roteiro de curta, deverão ser feitas através do telefone (71) 3331 -6136 ou pelo e-mail jaguatirica@jaguatiricacine. com.

Inscrições abertas para o SemCine


Continuam abertas as inscrições para o V Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual (SemCine), que acontece em Salvador de 27 de julho até 10 de agosto, em diversos espaços da capital como os teatros Castro Alves e Martin Gonçalves, além do Hotel do Bahia. As inscrições, no valor de R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira), dão acesso às mesas-redondas e mostras de filmes durante os seis dias de programação e devem ser feitas através do site do evento www.seminariodecinema.com.br.

Outras informações pelo telefone (71) 3332- 0032.

* TCA

Que FILME assistir no INVERNO de Salvador?



A programação da sala Walter da Silveira na semana de 10 a 16 de julho, inclui a comédia romântica Poderá ser Amor?, do diretor francês Pierre Jolivet; e o drama Os Encantos de Paloma, sobre as mulheres argelinas, de Nadir Mokneche. O projeto Quartas Baianas, por sua vez, irá exibir o curta Além do Jardim, de Fabíola Aquino e o documentário média-metragem Deveras, de Paulo Thiago Ribeiro dos Santos. Já na sala Alexandre Robatto estará em cartaz a mostra “Cinema é Cachoeira”, em homenagem ao cineasta Humberto Mauro. Ao todo, serão exibidos três longas e sete curtas da filmografia do diretor. As salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto funcionam no prédio da Biblioteca Pública dos Barris, no Centro de Salvador. Os ingressos para as sessões na sala Walter custam R$ 2,00 (preço único). Já a entrada para as sessões na Alexandre Robatto são gratuitas.

* A Tarde On Line

ANIMA MUNDI começa no Rio de Janeiro


A 17ª edição do evento traz ao Brasil 401 filmes de 40 países, que serão exibidos em seis cinemas e centros culturais da cidade (Estação Botafogo, Odeon BR, CCBB, Casa França-Brasil, Centro Cultural dos Correios e Oi Futuro). Em seguida, o Anima Mundi desembarca em São Paulo, de 22 a 26 de julho.O público poderá conhecer destaques recentes da animação mundial, com produções de países como a França, Reino Unido, EUA, República Checa, Letônia, Taiwan, Moçambique e Croácia, e também terá contato com lançamentos nacionais, já que o Brasil marca presença com 66 filmes nesta edição do evento.

Maiores informações: info@animamundi.com.br

Cursos de Férias – Assessoria de Imprensa – Salvador, Rio de Janeiro e Niterói

O curso fornece os principais conceitos estruturais e administrativos de uma assessoria de comunicação. As aulas desenvolvem temas como captação de clientes, relacionamento com a mídia, planejamento e gerenciamento de informações e montagem de uma assessoria. Além disso, o programa de atividades engloba pontos relacionados à organização de um plano de assessoria de imprensa, técnicas de release, mailing list e o uso do clipping como suporte ao trabalho do assessor.

BAHIA

Onde – FIB – Campus Gilberto Gil – Salvador/BA

Quando – de 14 a 23 de julho de 2009, das 13h às 17h (terças e quintas)

Valor – R$ 15

Carga Horária – 16 horas

Vagas – 50

Telefone – (071) 2107-8326 (procurar Nara ou Cláudia)


RIO DE JANEIRO

Onde – Universidade Estácio de Sá – Campi Barra I – Tom Jobim, Centro I – Pres. Vargas, Madureira, Millôr Fernandes e Niterói

Quando – turmas de 11 de julho a 1 de agosto, das 8h às 12h (sábados); de 13 a 22 de julho, das 8h às 12h e das 13h às 17h (segundas e quartas); de 14 a 23 de julho de 2009, das 8h às 12h, das 13h às 17h e das 18h às 22h (terças e quintas)

Valor – R$ 20 por curso

Carga Horária – 16 horas

Vagas – 45 por curso

Telefone – (21) 3231-0015


Como manter a pele negra sempre bela?


por Cínthya Dávila (MBPress)

Além de donas de uma beleza única, as mulheres de pele negra têm alguns benefícios que as de pele clara não têm.
Um deles é a maior quantidade de melanina, fazendo com que tenham mais proteção aos efeitos do sol e não evidenciem de maneira demasiada os sinais de envelhecimento. Mas a pele negra também necessita de cuidados estéticos especiais.Um dos problemas mais comuns nesse tipo de pele são as alterações de pigmentação, caracterizadas por manchas e lesões - as discromias. “Isto ocorre porque as células que produzem o pigmento da pele (a melanina) costumam produzir um pigmento maior e em quantidade superior na pele negra”, explica o dermatologista Ademir Jr., de São Paulo. Mesmo que esse pigmento proteja a pele das agressões solares ou tumores, qualquer disfunção na fabricação leva, com maior facilidade, à formação de manchas.As principais causas de manchas são excesso de sol, acne e aquelas conhecidas como melasma (causadas por certo estímulo hormonal - anticonceptivos ou gestação, por exemplo). “Uma boa maneira de evitar é usar filtro de proteção solar fator 8 diariamente ou 15 na praia, ou bloqueadores físicos, como é o caso de chapéus e bonés”, sugere.Por ser um tipo de pele mais oleosa, muitas pessoas acham que têm maior propensão ao aparecimento de acne. Ademir, que também é membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, desmistifica esse fato. “Apesar da produção de oleosidade em peles negras ser discretamente maior do que em peles mais claras, não há muitas diferenças quanto à frequência de acne. Porém, o risco das acnes mancharem é maior, pois a pele negra já apresenta produção elevada de pigmento e em situações como a inflamação causada pela acne, o estímulo à sua produção aumenta ainda mais”, declara.Outro mito que permeia as teorias sobre a pele negra diz respeito ao vitiligo. “Apesar de ser uma doença do grupo das discromias, este não é um problema mais frequente na pele negra e costuma ter uma distribuição equilibrada entre os tons de pele”, fala.Por conta da diferença mais expressiva entre a tonalidade de pele negra e as áreas com ausência total de pigmento acometida pelo vitiligo, ela acaba sendo mais impactante nesse tom de pele. “Em geral, o vitiligo surge após eventos de estresse e traumas na própria pele, provocados, por exemplo, pelo atrito entre a pele e a roupa”, afirma. Áreas como joelhos, cotovelos, punhos, nós dos dedos e zonas próximas aos orifícios naturais do corpo como ao redor dos olhos, boca e genitais são mais propensos à doença.Assim como pessoas com pele clara e oriental, a pele negra também tem diferentes tonalidades. “Isto ocorre porque a distribuição de células de pigmento no corpo não é uniforme. Este fato fica mais evidente nos negros, pois nas áreas de maior ou menor concentração destas células as variações de tonalidades ficam mais expressivas”, diz. Uma boa maneira de deixar a cor da pele mais homogênea é fazer uma boa hidratação, esfoliações periódicas e usar filtro solar. Existem alguns tratamentos faciais e corporais que ajudam a manter a beleza da pele negra, como limpezas, peelings superficiais, hidratações corporais e faciais, massagens, esfoliações físicas e laser de baixa potência (para rejuvenescimento e clareamento de manchas). “Alimentação equilibrada, atividade física ou meditação para controlar o estresse, além de ter uma atitude positiva frente à vida também ajudam muito”, finaliza.

Make up para peles negras





Não tem jeito, você já viu alguma mulher que faz questão de não ficar bonita? Todas sempre querem ficar mais lindas e elegantes. E a melhor maneira de realçar a sua beleza é através da maquiagem, mostrando o que valorizamos e o escondendo aquelas pequenas falhas.

A mulher negra não é diferente. Ela também está preocupada com a tonalidade de maquiagem que deve usar para combinar com a sua linda pele escura. Qual batom eu devo usar? Qual é o melhor blush? Será que qualquer sombra combina comigo?

Separamos algumas dicas de especialistas para realçar a sua beleza e arrasar na maquiagem.

Pele bem cuidada

Antes da maquiagem começar, é preciso cuidar de alguns detalhes. A pele é o primeiro passo para iniciar o make. A pele negra tem alguns produtos específicos para destacar seus traços e não alterar tom natural de seu rosto.

“O primeiro passo é limpar a pele com um lenço umedecido. Em seguida, é necessário corrigir as olheiras e as falhas com um corretivo tom canela, entre o número 3 e 4”, explica a maquiadora Alba Rocha Silva, do salão de cabeleireiros Spazio Personale, em São Paulo.

O próximo passo é passar uma base com uma esponja molhada, sempre um tom acima da cor da pele. “Para as mulheres negras, o mais apropriado é utilizar uma no tom de bege escuro ao marrom, nunca mais claro que a cor da pele para não ficar acinzentado”, indica a maquiadora Juliene Vieira, representante da Frajo importadora das marcas ArtDeco e Revlon.

A cor da base é muito importante e pode definir a maquiagem. “Cuidado com a matiz da pele. Nas negras, ela pode ser dourada, acobreada ou azulada. A escolha errada do tom de base pode resultar em um make que pareça falso”, alerta a maquiadora Penelope Beolchi, da Lu Molinos & Agenciados, em São Paulo.

II Curso de Extensão Iniciativas Negras - Trocando Experiências
















OBJETIVOS: PROPICIAR UMA MAIOR APROXIMAÇÃO ENTRE PESQUISADORES, ACADÊMICOS E ATIVISTAS DOS MOVIMENTOS SOCIAIS NEGROS EM ÂMBITO NACIONAL, ESTIMULANDO UMA TROCA DE SABERES.
BOLSISTAS: SERÃO SELECIONADOS ATÉ 30 PARTICIPANTES RESIDENTES NO TERRITÓRIO NACIONAL E FORA DAS CIDADES DE JUAZEIRO DO NORTE, CRATO E BARBALHA.INSCRIÇÕES PARA BOLSISTAS: ATÉ 10/08/09

RESULTADO: 01/09/2009

FORMATO:

Mini-cursos, painéis, oficinas, grupos de estudos, mesas redondas, vídeos e turismo cultural.

ALGUNS TEMAS QUE SERÃO ABORDADOS:

Direitos humanos - Gênero – Saúde - Redação de projetos - Captação de recursos - Ação Afirmativa – História e cultura Afro-Brasileira – Arquivo documental

Serão selecionados trinta participantes, incluídos nas seguintes categorias e de acordo com os critérios relacionados:

a) 10 bolsas integrais – Apenas para residentes do Norte ou Nordeste. Receberão passagem (aérea ou terrestre), hospedagem e alimentação.

b) 5 bolsas gerais- Para residentes em qualquer ponto do país. Receberão passagem (aérea ou terrestre), hospedagem e alimentação.

c) 15 bolsas parciais – Para residentes em qualquer ponto do país. Receberão hospedagem, alimentação e ajuda de custo no valor de R$ 100,00. Devem responsabilizar- se por suas passagens (aéreas ou terrestres) de ida e volta.

Cada candidato optará, no ato da inscrição, por uma das categorias e não poderá mudá-la, uma vez enviada a documentação. O processo de inscrição se dará via correios.

A DOCUMENTAÇÃO A SER ENVIADA até o dia 10 de agosto de 2009 (com data de postagem):

1- Um resumo (máximo de 400 palavras) com suas principais atividades acadêmicas e ou ativistas, na área do curso, incluindo o nome da organização ou universidade com a qual possui vínculo;

2- Curriculum vitae (Lattes ou não);

3- Uma carta de recomendação (com assinatura escaneada);

4- Uma lauda expressando suas expectativas quanto ao curso e definindo a categoria à qual está concorrendo (bolsista integral, geral ou parcial);

5- Uma síntese (uma lauda, no máximo) de alguma ação ativista ou trabalho acadêmico que tenha desenvolvido ou esteja desenvolvendo na área das relações raciais e ou de gênero.

Os candidatos à bolsa deverão enviar a documentação, num CD, em arquivo Word (.doc) para o seguinte endereço:

Universidade Federal do Ceará/ Campus Cariri

Av. Tenente Raimundo Rocha S/N - Cidade Universitária - Juazeiro do Norte - CE

CEP 63000-000 - Fone: +55 (88) 3572-7200

A/C de : Antonia Claudia de Freitas ou Polliana de Luna Nunes

Obs.: Não serão aceitos documentos em papel, apenas no referido CD.


INFORMAÇÕES: http://nblac.cariri.ufc.br

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Corte 100 calorias por dia e comece a emagrecer


1. Antes de almoçar, coma uma fruta.Uma pesquisa da Pennsylvania State University, nos Estados Unidos, revelou que quem opta por uma maçã 15 minutos antes de uma refeição chega a economizar até 187 calorias.

2. Escolha uma sopa de vegetais como entrada. Pesquisadores comprovaram que essa medida reduz o valor calórico do prato seguinte em até 130 calorias. Não valem sopas e caldos ricos em sódio, batata, creme de leite e queijo.

3. Petisque algo doce e leve. Adora um sorvete com calda? Prefira uma taça pequena de salada de frutas (oito colheres de sopa bem rasas) com uma bola de sorvete light sem açúcar. Você poupa até 240 calorias.

4. Uma fatia fina (40 g) de um bolo simples de cenoura, fubá e até mesmo chocolate, sem recheio ou cobertura, representa 257 a menos, na comparação com o mesmo pedaço do doce com ingredientes “pecaminosos”, como caldas e afins.

5. Tire o miolo do pão francês e elimine 40 calorias.

6. Resista ao morango com chantilly. Fique com uma taça com seis unidades acompanhadas de um creme mais leve, como um pote de iogurte de baunilha light. Você diminui as calorias de 390 para 150. Feita a conta, são 240 a menos.

7. Experimente uma falsa musse para adoçar o paladar. Bata no liquidificador um copo de iogurte desnatado com a mesma quantidade de gelatina diet pronta. Você reduz 210 calorias – a musse verdadeira tem, em média, 300, enquanto a falsa, só 90.

8. Na hora da pizza, opte por uma fatia de rúcula com tomate seco (262 cal) em vez da de quatro queijos (374 cal). Você poupa 112 cal e ainda ingere mais fibras, o que dá maior saciedade.

9. Deixe de lado a dupla café com pão de queijo à tarde. Tire o açúcar da bebida e troque o mineirinho por uma fatia de pão integral light com outra, bem fina, de queijo branco na chapa (sem manteiga). A economia é de 60 calorias.

10. Esqueça o elevador e vá de escada. Cada minuto de subida gasta em média 14 calorias. Ou seja, cinco minutos de exercício fazem sumir 70 delas.

fonte: http://www.saladinha.com.br

terça-feira, 7 de julho de 2009

Traduzir-se

por:Ferreira Gullar

Uma parte de mim é todo mundo
Outra parte é ninguém
Fundo sem fundo
Uma parte de mim é multidão
Outra parte estranheza e solidão
Uma parte de mim, pesa
Pondera
Outra parte, delira
Uma parte de mim almoça e janta
Outra parte se espanta
Uma parte de mim é permanente
Outra parte se sabe de repente
Uma parte de mim é só vertigem
Outra parte, linguagem
Traduzir uma parte noutra parte
Que é uma questão de vida ou morte
Será arte?
Será arte?

Jornalistas "natimortos" de Mário Quintana

Mário Quintana dizia que a única saída para os jovens poetas (que ele chamava natimortos) era participar de todos os concursos que pudessem. Numa das poucas palestras que fez, deu este conselho aos iniciantes: 'Escrevam, reescrevam, voltem a escrever. Não publiquem!'. E é uma verdade, muitos autores publicam muito jovens, depois com 40 anos se arrependem do que tinham escrito.
A autenticidade corresponde ao que a pessoa está sentindo; o mundo interior do homem - idéias, sentimentos, emoções - é impressionante. O universo animal é mais simples, sua expressão se esgota em pios, uivos, latidos. Já a fala humana vem da necessidade de revelar o mundo oculto e rico que cada ser humano tem.
Quintana tem uma capacidade impressionante de poetizar coisas que para outra pessoa passariam como algo comum. Além disso, ele só aparententemente levava tudo na brincadeira, no fundo era um trágico. Para ele, o que não era poesia era fofoca; então tudo o que não podia ser dito de forma sublime para ele não tinha nenhum valor."

fonte:http://www.jornalismocultural.com.br/livro/mario-quintana.htm

Jornalistas: um perfil socioprofissional em mudança

por: Daniel Brito

A maior causa de mortes entre os jornalistas é o suicídio. Quando eles se atiram do alto do próprio ego.
Superestimar a profissão e sua posição dentro dela é quase que uma questão de sobrevivência. Aparece mais que se vende melhor... (talvez por isso a gente mantenha este blog...ou não!!!!!)
Como jornalista só anda junto, não é raro participar de um papo no qual o assunto principal são as proezas pessoais.
Nesta hora, amigo velho, tudo conta. Desde a sua pergunta feita na coletiva de imprensa cuja resposta acabou virando manchete em todos os jornais, até o caso extremo de derrubar ministro, senador, governador por intermédio de seu esforço de apuração/investigação. Já houve até quem me reclamasse que leitores de jornal não prestam atenção no nome de quem assina as matérias.
O orgulho do furo dado marca a vida do jornalista. Independentemente do tamanho. Foi furo? Vira uma longa história para repórteres mais novos ou amigos de bebedeira pós-plantão. Ou posts...
Dia desses, joguei duas iscas e pesquei dois peixes gigantescos.
Entrei no blog do repórter X e comentei, com desdém, de um furo que ele se gabava de ter publicado naquele dia. Coloquei meu nome lá e tudo mais, mas sem sobrenome e meu outro email. Sem me esconder, fui lá e tasquei:
- Olha, X, se esse 'furo' for uma barrigada, você vai se retratar no jornal.
Eu, como jornalista que sofre do mesmo mal de todos os demais, tinha certeza de que eu estava certo e fui lá na casa do cara provocá-lo. Ele respondeu rispidamente:
- E se eu não estiver errado, Daniel, o que você vai fazer?
Dias mais tarde, o tal do furo virou um tremendo de um track e voltei ao blog do camarada, desta vez com "possidônios" (leia-se: pseudônimos), para cobrar a história. Na primeira vez que comentei, X tentou se justificar. Na segunda, não respondeu. Na terceira, nem autorizou a publicação do comentário.
É difícil admitir que errou.
O outro peixe que peguei foi com um repórter do mesmo veículo. Era a primeira vez que conversávamos. Atuamos na mesma área e ele rolou a bola para eu contar a história de um único furo que eu dei na vida.
Inteligentemente (às vezes eu calculo bem meus movimentos. Às vezes) citei minha história sem auto-propaganda, mas no meio da minha explicação o concorrente soltou essa:
- Ah, sim, eu dei esse furo...
Quer dizer, a história eu publiquei primeiro e ele, duas semanas mais tarde. Mas o repórter rival tomou para si e ainda veio me dizer que era furo dele.
Eu vibrei com essa declaração. Era o argumento que faltava atualizar este blog com a tese da vaidade.
Estou para descobrir qual jornalista não sofre deste mal.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

OLHA AÍ O PELÔ


Acontece no dia 7 de julho, às 19h, na Casa 12, Largo do Pelourinho, a exposição da mostra Olha Aí o Pelô, que apresenta o resultado do trabalho da primeira turma do Projeto Pelourinho Digital, através do lançamento de um site, uma revista e uma mostra fotográfica que trazem o Pelourinho como temática central.

O Projeto que teve início em maio de 2008, é uma realização da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia através do Programa Pelourinho Cultural (IPAC), em uma ação conjunta com a Oi Kabum! - Escola de Arte e Tecnologia de Salvador - programa do Oi Futuro em parceria com a Ong CIPÓ – Comunicação Interativa.
Assessoria de Comunicação
PELOURINHO CULTURAL - IPAC
Secretaria de Cultura da Bahia - Secult
: (71) 3117-1509 (71) 8874-1968

“Choque de ordem” ou “choque de cidadania”?

Rio de Janeiro, 30 de junho de 2009
A questão da habitação e a regulação dos pobres no Rio de Janeiro:
“Choque de ordem” ou “choque de cidadania”?
A luta dos trabalhadores pobres por moradia digna está chegando a um momento crucial. Este momento é crucial também para os setores dos governos Municipal, Estadual e Federal ligados à esquerda, em geral, e ao PT, em particular. Urge perguntar: a “esquerda de governo” tem políticas públicas para os trabalhadores pobres da metrópole ou pensa apenas nos interesses das grandes empresas? Há dezenas de ocupações no Centro da cidade do Rio de Janeiro. Os ocupantes são conjuntos de famílias de trabalhadores informais (muitas de camelôs) que conseguem auferir uma renda trabalhando no Centro da cidade – onde colocam seus filhos para estudar – e não têm nenhuma proteção social. Diante dessa situação inadmissível e, apesar de tudo o que se fala sobre formalização, proteção aos informais e recuperação da dimensão urbana do Centro da Cidade, as diferentes instâncias de governo (Município, Estado e União) se mostram completamente indigentes: não há nenhuma política pública que reconheça, em geral, o direito constitucional à moradia e, em particular, o direito à moradia dos trabalhadores pobres do Centro da cidade. Se existem alguns bons propósitos, como o projeto de recuperação de alguns prédios públicos para habitação, estes estão longe de acompanhar o ritmo das lutas e das ocupações. O poder aparece diante dos pobres como um aparelho de proteção dos interesses da propriedade privada, inclusive quando ela é pública na realidade, como no caso de prédios abandonados às baratas por grandes administrações estatais. Pior, as decisões da Justiça só são acatadas e executadas pelos governos com lisura (e truculência!) quando são favoráveis aos proprietários. Quando, inversamente, são favoráveis aos movimentos dos pobres, elas são esvaziadas pela burocracia de sempre: enquanto a decisão da Justiça que obriga o Estado e a Prefeitura a pagar um aluguel social aos moradores despejados de uma ocupação precisa de 3 meses para ser acatada (e, ainda assim, apenas parcialmente), a decisão de despejo dos moradores do prédio do INSS da Av. Mem de Sá nº 134 foi executada em apenas três dias (no dia 26 de junho de 2009). Esse episódio recente – violento e sem nenhuma mediação por parte dos chamados “poderes públicos” – é extremamente emblemático! As 30 famílias que ocupavam o prédio despejado – dentre as quais havia 35 crianças (tendo uma nascido na rua há pouco mais de uma semana) – foram desabrigadas de outra ocupação por causa de um incêndio. Neste caso, a Justiça interditou o prédio, mas determinou também que o Município auxiliasse os sem-teto na mudança dos pertences. No entanto, a Prefeitura mandou um caminhão de lixo da COMLURB para fazer a mudança! Assim, os sem-teto se recusaram a usar o caminhão de lixo e só saíram quando foi enviado um caminhão fechado pertencente à Defesa Civil. Restam dois fatos políticos gravíssimos: - os pobres são tratados como lixo !- não há política voltada para eles !Resultado: os acampados da Av. Gomes Freire continuaram com seu movimento e mostraram sua capacidade de luta ocupando um prédio (abandonado) do INSS na Av. Mem de Sá. A pauta política imposta pela grande mídia conservadora sobre o “choque de ordem” se traduz politicamente na própria falta de políticas! Quais são as políticas da Secretaria de Assistência Social do Estado, da Secretaria Municipal de Habitação e do Ministério da Previdência ? O caso é particularmente grave: o governo municipal nos mostra uma visão incrivelmente pobre da questão da cidade, da moradia e dos pobres! Os avanços anunciados em termos de regularização fundiária e urbanística nas favelas não podem ficar separados de uma articulação com uma política integrada da cidade que reconheça concretamente o direito à moradia dos trabalhadores pobres do Centro da Cidade. Tudo o que se oferece é o programa federal “Minha Casa, Minha Vida” ou então, o abrigo. Ora, naturalmente, as famílias de trabalhadores que hoje estão na rua não podem esperar a execução (demorada) do programa federal de habitação e o abrigo não é moradia: ele implica em um sistema de restrições infindáveis e o esvaziamento do caráter imediato da luta por moradia. Escandalosamente, a Secretaria Municipal de Habitação não propõe nada e dá a entender que o movimento das ocupações não é bem vindo nem bem quisto; quase como se fosse um lobby em busca de alguma benesse ou privilégio. O movimento não é lobby, mas a base da construção da democracia e da cidadania!Os trabalhadores pobres do Centro do Rio de Janeiro precisam de proteção social: é preciso RESOLVER JÁ A QUESTÃO DA MORADIA E NEGOCIAR COM AS OCUPAÇÕES: dito isto, é preciso implementar imediatamente um programa de titulação jurídica, de assistência técnica gratuita e de adequação dos prédios para fins de moradia. É um escândalo que ainda não se tenha implementado um projeto de regularização da documentação da grande multidão de ocupantes (sem certidões e documentos!) que permitam seu cadastramento no programa Bolsa Família..A informalidade não é mais a sobra residual de uma taxa de crescimento econômico insuficiente. Ao contrário, o próprio crescimento gera e multiplica a precariedade do emprego. A informalidade mistura assim as mazelas do subdesenvolvimento com aquelas da modernização e as novas formas de precariedade do trabalho, sobretudo em âmbito metropolitano. Não por acaso, entre os ocupantes e os manifestantes que participam do movimento dos sem-teto há estudantes universitários: não se trata de solidariedade ideológica, mas de uma nova composição do trabalho que nossos secretários e ministros poderiam começar a enxergar, se não quiserem abrir o caminho àquele declínio da esquerda cujas modalidades e resultados podemos facilmente observar em vários países europeus.Diante disso, o “combate à informalidade” apresenta-se aberto a uma grande alternativa: - por um lado, aquele pautado pela elite, faz do “choque de ordem” uma linha repressiva permanente, sem fim: a repressão aos pobres se torna uma política que preenche o vazio da própria ausência de política, quer dizer, de governos que não tem projeto nenhum que não seja aquele de ... governar!- por outro, aquele pautado por uma política progressista de mobilização democrática que reconhece a dimensão produtiva dos direitos, a começar pela moradia! Oferecer aos trabalhadores pobres uma moradia digna, acessível e próxima do local de trabalho é um passo essencial na construção de uma rede de proteção social adequada a esse novo tipo de trabalho e na reconstrução da política democrática, do trabalho da democracia e dos direitos.Como podem os responsáveis pelos cargos de governo que dependem da mobilização dos pobres ignorar os movimentos? Como pode o Ministro da Previdência ignorar os pedidos de socorro daqueles que não tem previdência nenhuma ?É preciso perguntar se as diferentes instâncias de governo só pensam em entregar mais dinheiro para as grandes empresas através da multiplicação das renúncias fiscais ou se sabem – ao contrário – tirar a lição da re-eleição de Lula em 2006? Pois são as políticas sociais que pavimentam o caminho de um outro modelo de desenvolvimento e de sua base de legitimação social! Precisamos, mais que nunca, de um choque de cidadania no Rio de Janeiro – a começar pelo reconhecimento das justas lutas dos trabalhadores informais sem-teto do Centro da cidade!
Ivana Bentes, professora UFRJ
Giuseppe Cocco, professor UFRJ
Rodrigo Guéron, professor UERJ
Tatiana Roque, professora UFRJ
Bárbara Szaniecki, pós-graduanda PUC-Rio
Gerardo Silva, professor UFRJ
Pedro Barbosa Mendes, pós-graduando UFRJ
Leonora Corsini, pesquisadora LABTeC-UFRJ
Carlos Augusto Peixoto – professor PUC-Rio
Márcia Aran, professor UERJ
André Barros, AdvogadoMarta Peres, professora UFRJ
Raul Vinhas, professor Unicamp
Damian Krauss, psicanalistaDanton D’Ornellas Silva – Estudante IBMEC
Maria Elisa da Silva Pimentel – professora Unipli
Mariana Patrício Fernandes – pós-graduanda PUC-Rio
Pedro Morthé Kosovski
Ricardo Sapia Campos – sociólogo
Lúcia Ozório - Centro Universitário Celso Lisboa
Vanessa Santos do Canto – jurista
Simone Sobral Sampaio, Professora de Serviço Social/UFSC
Alex Patez Galvão – economista
Luiz Camillo Osorio – Professor PUC-Rio
Pepe Bertarelli – ArquitetoFernando Gonçalves – UERJ
Romano, Artista plástico
Cristina Laranja Ribas, artista e pesquisadora
Rafael Rezende – PUC-Rio
DCE - Diretório Central de Estudantes – PUC-Rio
Maria dos Camelôs – MUCA (Movimento Unido dos Camelôs)
Jorge Alberto - Estudante FACHA e Sec. Geral JPT RJ.
Felipe Cavalcanti – Médico
Wallace Hermann - radialista

quarta-feira, 1 de julho de 2009