sábado, 13 de junho de 2009

VÍCIOS DE LINGUAGEM OU BARBARISMOS


por: Sheila Vieira De Camargo Grillo

Basicamente são “erros, desvios” que ocorrem primeiramente na oralidade e que se refletem na
escrita. Para evitá-los, faz-se necessário seguir três princípios, a saber:
1. Procurar não cometer erros que perturbem a compreensão;
2. Procurar não cometer também os que revelem insuficiência do domínio da língua culta e do ideal normativo;
3. Dar a impressão de que na maneira de falar ou escrever sempre se é original;
O desrespeito ao 3º princípio insinua-se capciosamente através das prescrições gramaticais
excessivamente conservadoras e rígidas, que não levam em conta as inovações inelutavelmente
radicais e não procuram compreender a distinção entre um erro ou desvio propriamente dito e
discordância de uso. Com isso, obtém-se um resultado contraproducente, por um ou outro dos
seguintes motivos:
A. colocar-se na posição de pessoas estranhas ou sensatas, que não se exprimem de um “modo
padrão”.
B. mesmo que sejam por este modo de expressão admirados, a atenção geral se desvia do
pensamento para uma forma surpreendente.
Nesse texto procurou-se enfatizar a necessidade de se ter uma linguagem correta, mas que seja
obsessivamente rígida, pois fundamental é a clareza, que vem a ser a qualidade essencial da
expressão lingüística de quem fala ou escreve. No entanto, descuidos ou desconhecimento dos
mecanismos lingüísticos podem gerar distorções que contrariam essa norma. Os vícios de
linguagem englobam alguns dos erros ou desvios mais comuns que os usuários da língua podem
cometer ao utilizá-la para exprimir seus pensamentos.
Assim, de modo geral, vícios de linguagem são expressões que, embora correta às vezes, pode
dar margem a vários modos de interpretação. Os mais comuns são: ambigüidade, barbarismo,
cacofonia, pleonasmo vicioso, estrangeirismo, solecismo, colisão e arcaísmo.

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