quinta-feira, 30 de abril de 2009

entre MULHERES


por Dra. Mariana Maldonado é médica ginecologista e obstetra, especialista em Sexologia e Homeopatia.


Nem sempre é fácil para uma mulher assumir que gosta de transar com outras mulheres. Isto é facilmente comprovado quando se pesquisa sobre o assunto: segundo o Ministério da Saúde, somente 3,2% da população brasileira se declara homossexual e todos homossexuais masculinos! E as mulheres? Simplesmente não existem estatísticas oficiais sobre o total de lésbicas no país!Algumas pessoas ainda insistem em dizer que quem gosta de transar com pessoas do mesmo sexo já nasceu assim, ou seja, que ser ou não homossexual é uma questão genética. Mas, até agora, esta teoria ainda não conseguiu ser comprovada. Na verdade, o que se sabe é que a nossa orientação sexual não é estática, vai se moldando ao longo da vida e pode até mudar! Quem nunca ouviu falar de um pai de família, casado, na meia-idade, que de repente se separou e conheceu um garotão? Ou aquela mulher, com marido e filhos, que viajou sozinha nas férias, conheceu uma bela moça, resolveu experimentar transar com uma mulher e nem por isso deixou a família?Pois é... poderia escrever um texto inteiro só citando estes e tantos outros exemplos. Mas, assim como no caso dos homens, sabemos também que muitas mulheres que gostam de transar com outras mulheres às vezes não assumem a sua preferência, seja por medo do preconceito, da rejeição, por vergonha de dizer do que realmente gosta ou por não saber como as pessoas queridas reagirão quando souberem. E esta postura pode trazer importantes conseqüências, inclusive em questões de saúde.Você sabia que as mulheres também podem se contaminar com uma doença sexualmente transmissível - inclusive o HIV – quando transam com uma outra mulher contaminada sem proteção? Pois é... muitas não sabem e correm riscos quando compartilham os mesmos brinquedos eróticos sem preservativos ou praticam outras formas de penetração, como com os dedos e com a língua, sem a proteção adequada. Além disso, podem ser bissexuais, contaminando-se com um parceiro do sexo masculino.Isto sem falar naquelas que assumem uma identidade e um papel masculino, mas esquecem que têm um corpo de mulher e que estão sujeitas aos mesmos problemas, como câncer de colo de útero e de mamas e, portanto, deveriam fazer periodicamente os seus exames preventivos.Aí vão algumas dicas para quem quer se proteger na hora da transa entre mulheres: manter sempre as unhas curtas e bem aparadas para não machucar a parceira; usar luvas para fazer a penetração vaginal e/ou anal; colocar a camisinha no vibrador antes da penetração e não esquecer de trocá-la caso a parceira também for utilizá-lo; para o sexo oral, pode ser usado um preservativo aberto cortado ao meio que deve ser colocado esticado entre a boca e a vagina e/ou ânus da parceira, para proteger do contato com as secreções.Exercer livremente a sexualidade é um direito de todos os homens e mulheres. Mas não esqueça de desfrutá-la com responsabilidade. Cuide da sua saúde e também de quem você ama!


Nenhum comentário: