sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Análise do Texto “ A dinâmica da Deontologia nas redes” - Elias Machado

por:
Centro Universitário da Bahia – FIB
Patrícia Sousa / Ética e Legislação em Jornalismo / 04.10.08

Apesar dos primeiros relatos de críticas feitas pelo próprio veículo de comunicação social só
ter sido catalogado em 1967,dentro das redações de jornais,a Deontologia no Brasil passou a ser
implantada somente no finalzinho do século XIX de forma obrigatória.
A França deu o primeiro passo em 17 de outubro de 1969 com a intenção de estabelecer leis
de imprensa para que se tivesse o controle maior dos profissionais de jornalismo. As coisas não
funcionaram bem assim. Nos Estados Unidos os primeiros conselhos de impresa só surgiram na 1ªdécada do século XX e no Brasil só em 1985.
Assegurar a informação tendo como base a veracidade do que é veiculado , não é tarefa fácil
aqui no Brasil. Se recordarmos os conceitos de memória coletiva e memória individual,iremos
verificar o duelo ético que nós,profissionais de imprensa, travamos ao longo dos anos. O que é
veiculado ,por exemplo, visto por mim,estagiária de jornalismo,vez por outra me faz sucumbir em meus princípios éticos. As noções de valores morais se afastam por completo, nas redações dos jornais e na web ,das noções de “valor notícia”. Os debates levantados entre a sociedade no que diz respeito a sua cidade, são confrontados com o “estilo editorial” dos veículos de comunicação onde definiria Leão Serva: “ A falta de compreensão do texto é provocada pela falta de argumentação da
notícia”.
Leão Serva , que estudei no 3º semestre,serve como base para que eu possa argumentar
sobre a dinâmica da deontologia nas redes. Leão, em seus artigos científicos, apresentou justamente
o que eu acredito. Como aspirante a jornalista, se faz necessário se compreender as relações e
fenômenos sociais no qual o acontecimento está inserido, para que a notícia seja levada aos
telespectadores de forma sensata e não sensacionalista como vemos atualmente.
Sendo assim, o jornalismo para mim nada mais é que um registro de uma lembrança
imediata de um acontecimento que leva para a sociedade o entendimento contextual através de
textos e vídeos. Ao longo dos anos ainda sofremos ,enquanto comunicólogos , pois temos que
enfrentar em nossos locais de trabalho o “autodidatismo” de alguns colegas, a mecanização e a
informatização das redações e a existência de argumentos constantes para a distorção do
acontecimento em prol do veículo de massa que trabalhamos.
Trocando em “miúdos”, o empasse entre a verdade absoluta dos códigos deontológicos e a
versão atual do Código de Ética dos Jornalistas não tem previsão de término.

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