quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Adriano Miolo trouxe sua fábrica para Juazeiro. E agora?


Miolo Wine Group, um dos grandes fabricantes gaúchos se alia a Fazenda Ouro Verde


A fábrica está localizada a 50Km de Juazeiro, no município de Casa Nova, e responde por cerca de 20% dos negócios do grupo. Este ano, a produção deve chegar a 3 milhões de litros, contra 1,8 mil produzidos em 2006. “Em todo o País, crescemos mais de 50% este ano, em relação a 2006. E nosso aumento na produção de vinhos no Nordeste ficou entre 40 e 50%”, explicou Carlos Roberto Matos, gerente da Fazenda Ouro Verde.Os vinhos Terra Nova são exportados para mais de 10 países, entres eles, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Chile e Itália, representando 10% de tudo o que a Fazenda Ouro Verde produz anualmente.

O Vale do São Francisco produz cerca de 8 milhões de litros por ano. São sete fazendas, sendo a região considerada o segundo pólo vinícola do Brasil.

Os roteiros incluem city-tour na cidade de Juazeiro e visita à Barragem do Sobradinho, para ver de perto o segundo maior lago artificial do mundo e a eclusagem, uma espécie de elevador, que sobe e desce em função da água que entra e sai do reservatório. No final do dia, ao pôr do sol, um passeio de barco no Velho Chico é imprescindível para apreciar o belo cenário entre o céu, a terra e o rio. Fazer trilhas na Serra do Mulato e seus sítios arqueológicos com pinturas rupestres, visitar a Bio Fábrica da Moscamed (desenvolvida em laboratório para o combate a pragas da fruticultura) e ainda as fazendas irrigadas e produtoras de frutas orgânicas, também integram os roteiros para quem vai ficar mais tempo na região.


fonte:Departamento de Comunicação da Bahiatursa



Vinho,material humano,recursos e mercado de trabalho

por Patrícia Sousa



O interessante de tudo isso - da inauguração da fábrica e seu projeto turístico- foi assistir pela TV Educativa os devaneios de Fátima Mendonça (Voluntárias Sociais). Uma pessoa que deveria estar melhor focada na prestação de serviço prestado pelo sua instituição, parecia mais uma "perua deslumbrada".

Ao ser questionada pela repórter do Programa Passaporte sobre quais as contribuições da Miolo em Juazeiro para o mercado de trabalho, Fátima respondeu:

- " Imagine querida um pier as margens do Rio São Francisco lotado de turistas tomando o nosso vinho?Não é chique como em Veneza?"


Eu, uma "foca" no Jornalismo , me perguntei:

" Os recursos serão só para nossos jovens servirem como garçons e serviços gerais às grandes redes de hotelaria já de olho neste empreendimento?"

Estamos de fato a passos laaaaaaaaaaaargosssssssssssssssssss do verdadeiro sentido do Turismo Ecológico e seus serviços.O governo mal oferece recursos para este tipo de serviço prestado na Bahia. Quando não, o SESC e o SENAC "adestram" os jovens para não quebrar copos próximos a mesa dos "estrangeiros" que eles nem mesmo tem a oportunidade ,através de cursos voltados a culturas diversas, de saber o que eles estam servindo. No máximo, uma "meia dúzia " de palavras em inglês lhe é ensinada para copiar os pedidos e direcioná-los a cozinha do Hotel que trabalha.

A escravidão acabou ou não te pareceu que ainda estamos servindo as mesas da "Casa Grande"?



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