quinta-feira, 29 de maio de 2008


04 de junho lembra vítimas de agressão infantil


O Dia Mundial contra a Agressão Infantil é celebrado nesta quarta-feira. A data, no entanto, está longe de ser motivo para comemorações. De acordo com dados da Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância (Sipani), 12% das 55,6 milhões de crianças menores de 14 anos são vítimas de alguma forma de violência doméstica por ano no Brasil. O número corresponde a uma média de 18 mil crianças por dia.
O mais triste é que o perigo está mais próximo do que se imagina. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que 80% das agressões físicas contra crianças e adolescentes foram causadas por parentes próximos. Ainda de acordo com o Unicef, de hora em hora morre uma criança queimada, torturada ou espancada pelos próprios pais.
Segundo o professor Vicente Faleiros, do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), cerca de 70% das denúncias de agressão física contra crianças foram praticadas pela própria mãe. O professor afirma ainda que o abuso sexual normalmente é praticado pelo pai ou padrasto.
- Os maus tratos são praticados pela própria família, dentro de casa - afirmou.
No Rio de Janeiro, de acordo com a delegada Renata Teixeira Dias, responsável pela Delegacia de Proteção a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência (Decav), cerca de 40% de todas as ocorrências registradas por mês nas delegacias do estado são de agressão infantil. Ainda segundo a delegada, apenas 1% das denúncias são feitas pelas vítimas.
- Geralmente, quem faz a denúncia é a avó da criança. No caso de pais separados, o pai ou a mãe que não agride - disse.
Os tipos de agressão infantil são diversos. Os mais comuns são a violência física, a psicológica e a sexual. Segundo dados do Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia), de 1999 até 2007, foram registrados 28.840 casos de agressão física, 28.754 de violência psicológica e 16.802 de abusos sexuais em todo o país.
Causas para a agressão podem variar
Na crença popular, uma 'palmadinha é para o bem da criança'. Mas até que ponto isso é eficaz? Na opinião do professor Vicente Faleiros, bater definitivamente não é a melhor solução. Para ele, o ideal é o diálogo com a criança. Segundo o professor, é mais eficaz explicar para a criança as conseqüências de seus atos e como você se sente decepcionado com isso, do que bater nela. “ Bater definitivamente não é a melhor solução ”
- Às vezes, a pessoa que bate não está pensando na criança, mas na própria raiva. Depois, o agressor acaba se sentindo mal e a criança percebe isso. É preciso saber colocar limites, sem agressão física. A criança não nasce sabendo as regras, ela precisa que alguém explique o que se deve ou não fazer - afirmou, lembrando que a criança se comporta mal para chamar a atenção:
- Ela que chamar a atenção do adulto. Quando os pais fazem o contrário, dando muita atenção para ela, conversando, eles fazem com que ela fique sem reação.
Além de melhorar o relacionamento com a criança, esse tipo de atitude acaba evitando que ela se torne um agressor no futuro. Entre as causas da violência infantil está o trauma de quem foi agredido quando criança. Pais que quando crianças foram vítimas de violência doméstica tendem a repetir as agressões em seus filhos.
De acordo com o Centro de Combate à Violência Infantil (Cecovi), outras causas para a agressão são: ver a criança e o adolescente como um objeto de sua propriedade; a projeção de cansaço e problemas pessoais nos filhos; fanatismo religioso; e problemas psicológicos e psiquiátricos. O procurador da República Guilherme Zanina Schelb, acrescenta que a violência infantil está ligada ao alcoolismo e à falta de limites do agressor, que se não for advertido, vai continuar agindo:
- Se o agressor não for advertido, se ele perceber que ninguém está fazendo nada contra a agressão, ele vai continuar. Agora, se ele foi chamado para uma delegacia, ele vai parar. O agressor precisa de limites.
Observar para prevenir
Schelb é responsável pelo programa Proteger, que tem como objetivo capacitar profissionais da área da educação, saúde e segurança para prevenir a agressão infantil. Através de palestras e cursos, essas pessoas aprendem a observar os sinais de abuso e se tornam multiplicadores.
- Eles são treinados para que possam intervir e evitar isso - explicou o procurador.
Observar as crianças é a melhor arma para prevenir o abuso. De acordo com o Cecovi, baixa auto-estima, nervosismo, agressividade, timidez excessiva, depressão e isolamento social são algumas das principais características das crianças que sofrem algum tipo de abuso.
Quem suspeita de que uma criança esteja sofrendo agressão de qualquer forma deve encaminhar a denúncia para o Conselho Tutelar ou para o Ministério Público de sua cidade o mais rápido possível. Se ficar provado que a criança é vítima de maus tratos, o agressor será punido, e a guarda da criança passará a ser do parente mais próximo.
No caso de maus tratos, a pena varia de dois meses a um ano. Se a agressão resultar em lesão corporal de natureza grave, a pessoa pode pegar de 1 a 4 anos. Já no caso de morte, o agressor pode ser condenado de 4 a 12 anos. Para saber qual o telefone do Conselho Tutelar mais perto de sua casa, ligue para 0800 99 0500.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Jornalismo On – line é avaliado em pesquisa na UFBA

por Patrícia Sousa (Jornal Infociência 2008.1)

Produção de notícias apresenta mudanças na web

“O Jornalismo Audiovisual On – line e suas fases na Web” foi o tema do artigo de mestrado apresentado pela atual professora de Telejornalismo do Centro Universitário da Bahia –FIB, Leila Nogueira em 2004, no V Congresso Iberoamericano em Periodismo na Internet. A idéia surgiu do interesse da pesquisadora em telejornalismo de aliar a sua prática ao seu projeto de mestrado entre 2002 e 2003, concluído na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

O seu projeto de mestrado foi realizado com a ajuda do seu orientador Elias Machado e Marcos Palácios, atual coordenador do Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line (GJOL) da UFBA. Para realizar a sua pesquisa, Leila escolheu dois modelos de produção e transmissão de notícias audiovisuais: um profissional e outro universitário. O modelo profissional foi o UOL News e o universitário foi a TV UERJ Online. Segundo a pesquisadora, o objetivo da escolha por estes veículos foi perceber as tendências de desenvolvimento do que foi chamado por Leila de Webjornalismo Audiovisual. Na sua pesquisa de campo ela salientou a importância da terminologia “Webjornalismo Audiovisual” para que o leitor soubesse que este é o nome dado as notícias em vídeo na web.

“Parte da pesquisa foi realizada na própria redação da UOL News em São Paulo, mas não houve nenhuma dificuldade nesta etapa”,afirma Leila.As primeiras dificuldades estavam relacionadas aos aspectos técnicos , segundo ela, alguns arquivos disponibilizados pelos veículos ,apresentavam problemas na hora da sua exibição enquanto que outros não permaneciam arquivados por muito tempo nas redações.Isto impedia uma nova consulta posterior.

A pesquisadora considera importante ter identificado às estruturas narrativas básicas do webjornalismo audiovisuais divididos em formas simples e formas complexas. As formas simples, segundo a pesquisadora, são as formas que envolvem apenas um sentido na captação da mensagem e as formas complexas são as que envolvem mais de um recurso para a sua exibição audiovisual. Quanto a sua estrutura no webjornalismo audiovisual foram identificadas as estruturas Planas, que não apresentam links e as estruturas Navegáveis que apresentam links.

Além disso, foi possível a percepção de três formas da circulação da notícia abordadas na pesquisa audiovisual na web: a TV aberta em presença on line que engloba emissoras de tv convencionais com exigência de conteúdos noticiosos em vídeo para a rede, a Web TV onde se encaixam as emissoras que nascem na web e,por último,o Canal de Conteúdo em Vídeo que normalmente,segundo Leila, possui seções sobre vários temas com material produzido pela própria web.

Os resultados observados pela pesquisadora foi que o desenvolvimento tecnológico tem permitido que as notícias em vídeo cresçam na web. “De 2005 para cá, cada vez mais sites jornalísticos incluem vídeos em suas produções. Isso é bom. O que precisamos agora é começar a estabelecer os critérios para utilização deste tipo de conteúdo, pois aí estaremos contribuindo para a consolidação de uma gramática própria para a web”, explica Leila.

Leila relata que durante as suas ações no campo de pesquisa, não contou com a ajuda de outras instituições e que desenvolveu as atividades com as contribuições de seu orientador Elias Machado e a bibliografia apontada nas reuniões do GJOL. “As inquietações apresentadas pelos colegas mestrandos e doutorandos foram sempre muito importantes para apontar os caminhos da pesquisa.”,finaliza Leila. u os Navegs e a sua estrutura ram identificadas as Planas ples e formas complexas.e era as not

Crianças com lábio -leporino já tem apoio em Salvador


O Projeto Ampla está buscando 125 crianças que tenham seqüelas como: lábio-leporino e fenda palatina para realizar gratuitamente a cirurgia de reparação.
Se você conhece alguém que tenha alguma dessas deficiências, por favor,
informe o telefone da Ampla (21) 2562-2822 ou o site:
www.operacaosorriso.org.br

Colaborem na divulgação dessa rara atitude de solidariedade empresarial.

sábado, 10 de maio de 2008

Ciber.Comunica 3.0

Ciber.Comunica 3.0 - Comunicação sem fio
CICLO DE PALESTRAS SOBRE COMUNICAÇÃO, INFORMAÇÃO E TECNOLOGIAS CONTEMPORÂNEAS

As inscrições estão abertas até o dia 12 de maio. Os interessados devem contribuir com um quilo de alimento não-perecível, a ser entregue na sala do Núcleo de Ação Social da Jorge Amado, que fica localizada no Prédio I, Nível 9. Os alimentos arrecadados serão distribuídos a entidades filantrópicas apoiadas em projetos sociais da instituição. O participante terá direito a certificado (15 horas)

Palestras e oficinas: Mídias Locativas e Comunicação; Comunicação, tecnologia móvel e publicidade; Publicidade desplugada - cases; Preferências de consumo de notícias entre usuários de redes sociais; Notícia WAP - quando a informação é móvel; Bluetooth News; Produzindo Ringtones e outros clicks e bleeps; VÍDEOS: Cidades Virtuais, Prometeus - Revolução da mídia, Creative Commons - Seja Criativo; Redes wi-fi: história, funcionamento e aplicabilidades; Mobilidade e as narrativas nos jogos digitais; I Festival Micromínima de filmes-celular.
Palestrantes: André Lemos,
Adelino Mont'Alverne, Maria Alessandra Calheira,
Karla Brunet, Jan Alyne Barbosa,
Florisvaldo Pasquinha de Matos Filho,
Antônio Henrique Soares Gonçalves e Thiego de Souza Santos,
Macello Medeiros,
Cláudio Manoel Duarte,
Grinaldo Lopes de Oliveira,
Sergio Rivero e Fernando Firmino da Silva.
Realização: FJA e Ciberpesquisa- Ufba, com apoio do Cei (A Tarde)
Auditório Zélia Gattai (Faculdade Jorge Amado)
13 a 15 de maio, manhã e noite

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Berimbau Social promove arte no São Caetano


A Cia. de Dança e Ritmo da Bahia João D’Barro nasceu em 1985. O Projeto Berimbau Social foi criado para levar mudança através da dança e da capoeira. O Mestre João D’Barro trabalha com jovens do São Caetano e da Liberdade há 22 anos e tem orgulho do que faz.Jovens carentes que fazem da Capoeira e da Dança receberam ,através da arte, uma oportunidade de mudar as condições de vida sua família.Esta companhia vem há mais de vinte anos desempenhando um trabalho cultural afro-brasileira, é reconhecida pela sua riqueza em apresentar a cultura baiana ,recebeu em dezembro de 2005 a Medalha de Ouro à Qualidade do Brasil e já se apresentou em diversos países como Chile, Alemanha, Portugal, Peru, Áustria, África do Sul, Singapura, Tailândia, Amsterdã, Indonésia, Argentina, Eslovênia (Itália) entre outros.

Contato: ciajoaodebarro@gmail.com

Telefone: (071) 8838-5509 (Mestre João)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Danos causados pelo crack é avaliado por psicóloga da UFBA

por Patrícia Sousa (Jornal Infociência 2008.1)

“Craqueiros e cracados: Bem vindo ao mundo dos nóias” é o tema da tese de doutorado da antropóloga social Andréia Domanico, apresentada ao Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas em pesquisa realizada em 2006, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) que pretendeu explicar o estudo sobre a implantação de estratégias de redução de danos para usuários de crack nos cinco projetos-piloto do Brasil. Para ela, é necessário uma reformulação de estratégias preventivas para que os agentes se tornem conscientes das necessidades reais dos usuários de crack e melhor entendam a sua realidade. Os cinco projetos-piloto de redução de danos para usuários de crack desenvolvidos no Brasil avaliados na tese são financiados pelo Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde.

Para a antropóloga e psicóloga social já há 12 anos, o ambiente em que vivem os grupos de usuários é definido na pesquisa como “cenas grupais”. Como ponto de partida, a pesquisadora iniciou o seu levantamento de dados contando a história da cocaína e o surgimento do crack a partir do pânico moral e as doenças causadas por este tipo de droga. A questão central levantada em seu doutorado é a relação existente entre os agentes do Projeto de Redução de Danos (PRD) e os usuários.

Os projetos pilotos surgiram para atender as necessidades de compartilhar idéias sobre atitudes preventivas para serem levadas por redutores aos dependentes químicos. Andréia levanta a preocupação com a preparação prática dos profissionais envolvidos no PRD. Os problemas enfrentados durante a pesquisa, segunda a pesquisadora, foram: a precária produção teórica encontrada sobre o crack na Bahia e no Brasil e a impossibilidade de ampliar a pesquisa para além dos danos causados pelo crack, já que este objeto de estudo foi escolhido pela proliferação social de outras doenças como HIV e DSTs.

O PRD ao crack mostrado na pesquisa, foi financiado inicialmente pelo Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde, segundo Andréia, por apresentar o foco na redução da transmissão das doenças sexualmente transmissíveis a partir do uso desenfreado de drogas injetáveis. A metodologia utilizada pela cientista social, foi a de analisar o processo de implantação e desenvolvimento das estratégias de redução de danos associados ao uso de cocaína fumada (crack).

Em seu doutorado, Andréia chama de “cracados” os usuários de crack e conceitua “nóia” como o efeito causado pelo uso deste tipo de droga. A entrada deste tipo de droga no Brasil se deu entre 1987 e 1989, segundo dados coletados pela pesquisadora no Departamento de Narcóticos da Polícia Civil de São Paulo (DENARC).Seu uso é feito através da quebra da pedra que é misturada com tabaco ou maconha,enrolada num papel fino e fumada.

Os cinco projetos-piloto possuem destaque na pesquisa por mostrar a importância de uma melhor estruturação a partir da capacitação melhor direcionada aos agentes - redutores envolvidos no contato de prevenção aos danos do crack. Segundo a pesquisadora, os poucos projetos que trabalham com usuários de crack usam como base no tratamento destas pessoas a abstinência. O PRD pretendia atender as expectativas dos técnicos envolvidos no cenário encontrado nas ruas.

Outro ponto abordado por Andréia é ausência de estudos para melhor explicar o uso de drogas e a vida sexual dos usuários deste tipo de droga. O desenvolvimento da sua tese se deu com as definições de como é feita o uso do crack, o uso desta droga ao longo de 17 anos no Brasil e a aplicação de programas de ajuda aos usuários. A droga é mais devastadora que a cocaína por atingir os pulmões de forma rápida e apresentar uma sensação de prazer instantâneo que faz com que o dependente sinta uma ansiedade violenta em busca de uma nova quantidade.

O estudo comprova que o efeito do crack não dura mais que 20 minutos no organismo humano, provoca euforia entre os usuários de 5 minutos e é um dos principais motivos da procura contínua por este tipo de droga. O dependente desta droga respira a fumaça que é levada para dentro dos pulmões e daí chega a corrente sanguínea. O crack causa interferência na área do cérebro responsável pela resposta do organismo à sensação de prazer. A dopamina, neuro - transmissor químico do cérebro tem sua função interrompida retirando do cérebro à sensação de sentimento bom no indivíduo ao realizar atividades prazerosas como fazer sexo ou se alimentar. O crack se liga a dopamina atrapalhando o processo normal de absorção pelo neurônio. Isto faz com que a dopamina faça o indivíduo ter uma sensação permanente de euforia.

O nome “crack” é dado, segundo a cientista social, pelo barulho causado pela queima do uso da pedra da cocaína. O atendimento feito aos usuários desta droga ainda é precário para a população de baixa renda.

Os resultados apresentados na pesquisa mostraram que os usuários de drogas são atendidos por serviços de atendimento com funcionários defasados em seu conhecimento. Os avanços nos conceitos e nas normas apresentadas pelo Serviço Único de Saúde (SUS) precisam ser revisto. Ocorreu uma mudança no comportamento dos redutores no trabalho de campo com os usuários. A polícia interfere diretamente nos trabalhos realizados nas ruas, pois provocam uma reação agressiva por parte dos dependentes químicos.

Em 2006, o Projeto de Redução de Danos (PRD) contou com 13 pessoas entre técnicos e redutores. Nos seus primeiros anos, o PRD só contava dois redutores e um usuário como redutor. A equipe, segundo a pesquisadora, sofre uma grande rotatividade por conta dos baixos salários oferecidos, as dificuldades de aproximação e o não reconhecimento por parte do Governo Federal no incentivo desta atividade.

Andréia finaliza seus estudos afirmando que se faz necessário uma adaptação dos redutores para uma aproximação dos usuários por muitos desistirem do tratamento pelas paranóias sofridas constantemente. A ressocialização dos cracados só ocorrerá quando ocorrer um efetivo combate a discriminação por parte dos próprios agentes e a reciclagem dos seus conhecimentos sobre o assunto.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

PLB participa da construção da “Arca das Letras”


Internos da Penitenciária Lemos de Brito (PLB), participam da fabricação de caixas – estantes de madeira para serem enviadas para as comunidades rurais da Bahia beneficiada pelo Projeto “Arca das Letras” do Governo Federal. Esta ação só é possível graças ao convênio do Ministério da Justiça (MJ) e a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH). A PLB conhecida por abrigar detentos condenados em regime fechado, oferece aos internos inscritos 75% do salário mínimo mensal através do programa e a remissão da sua pena como incentivo para a participação nas oficinas.
A construção das “arcas” começou na primeira semana de abril e tem como meta a confecção de 50 caixas - estantes. Os internos já estão concluindo a construção de 20 delas. A utilização da mão- de- obra foi dividida em 19 internos ajudantes e 01 marceneiro, segundo a coordenadora de atividades laborativas da PLB, Tânia Silva. O material para a fabricação de cerca de 150 arcas foi dado pelo Banco do Nordeste (BN), segundo informações de Danilo, responsável pelo acompanhamento da fabricação enviado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
As bibliotecas rurais que serão enviadas ás comunidades rurais recebem livros doados pelo Ministério da Educação (MEC), e já beneficia 500 comunidades de 11 estados brasileiros, sendo que 78 bibliotecas estão localizadas em comunidades quilombolas. O projeto já ajudou mais de 37 mil famílias com a distribuição de 93 mil livros entregues por editoras e por Organizações Não Governamentais (Ongs), além de títulos que são obtidos por doação de escritores e das populações urbanas por meio de campanhas. O Programa também conta com a parceria do da Missão Criança e dos bancos do Brasil/Projeto BB Fome Zero e Banco do Nordeste, que fornecem material de trabalho dos agentes de leitura e material para produção das Arcas.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Termo de Cooperação discute políticas indígenas



Em reunião hoje (06) na Secretaria de Recursos Hídricos (SRH), o Coordenador da Política Estadual para os Povos Indígenas (CPPI) da Secretaria de Justiça e Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Jerry Matalawê , enfatizou a importância da formação e capacitação de um grupo formado por populares nas comunidades tradicionais dos territórios do Extremo Sul e do Rio Corrente. A intenção é intervir nas suas bacias hidrográficas para que ocorra atitudes de prevenção , recuperação e conservação dos recursos naturais e o uso sustentável das águas.
Para Jerry, o termo representa um instrumento jurídico importante para efetivação e promoção dos direitos indígenas. Acompanhou também a reunião,a assistente técnica da Superintendência de Apoio e Defesa dos Direitos Humanos da SJCDH, Fabiana Mattos.O documento reuni ações que tem como objetivo integrar as políticas de direitos humanos e recursos hídricos do Estado da Bahia. O programa da SRH recebe recursos para sua execução através do Fundo Nacional do Meio Ambiente que faz parte do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
A importância da água para os índios vai além das necessidades de higiene pessoal,afirma o coordenador da CPPI. Ele explica que a os recursos hídricos encontrados na natureza fazem parte dos rituais sagrados realizados nas aldeias. Outra iniciativa em acordo na reunião de hoje, foi a organização de um curso a ser oferecido aos povos das comunidades tradicionais tendo como tema os “Direitos Ambientais e Humanos para os Povos Indígenas”e formará agentes voluntários pela águas .
Também estavam presentes na reunião de hoje a consultora do Ministério do Meio Ambiente (MMA) , Maria Henriqueta, organizadora do curso, que explicou que as demandas apresentadas durante o curso serão levadas para representantes de cada setor da SRH, incluindo as regionais, já marcada para acontecer em dezembro, em Salvador. A consultora explica que a perspectiva é unir esforços e potencialidades, e eliminar as fragilidades identificadas para aprimorar todas as áreas de atuação e cumprir de forma mais adequada a Política Nacional e a Estadual de Recursos Hídricos.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

VIII Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa em Informação em Salvador


A comissão organizadora do VIII Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa em Informação(VIII Cinform) dispõe no site www.cinform2008.ici.ufba.br as inscrições e submissões de trabalhos para o evento. O prazo se esgota no dia 15 de maio. O Cinform é promoção do Instituto de Ciência da Informação da UFBA (ICI) e vai discutir, este ano, no período de 16 a 19 de junho, o tema central “Ensino, currículo e pesquisa em Informação: reflexões, novos temas e propostas prospectivas”.
Ascom / Ufba

Maio de 68 - Edição Especial


Faites l'amour et recommencez.

O histórico Maio de 1968 completa quatro décadas


Evento: Maio de 68: dos 40 Anos do Levante Juvenil às Leituras do Mundo ContemporâneoLocal: Escola de Administração da Ufba (Vale do Canela)Horário: 18h30Inscrições gratuitas: labmundo@gmail.brInformações: cinelabmundo.blogspot.com ou (71) 3283-7351
TerçaMesa-redonda: As diversas faces de 68: do Brasil ao mundo. Antecedentes, causas e conseqüências do levante estudantil. Os diversos aspectos sociais, culturais, econômicos e políticos. Com o diretor teatral Ruy Cezar (ex-presidente da UNE); os historiadores Muniz Ferreira (Ufba) e Ubiratan Castro e o deputado federal e jornalista Emiliano José.
QuintaFilme: Os sonhadores, de Bernardo BertolucciDebate: 68: implicações no mundo da vida cotidiana, com o sociólogo Antônio Câmara (Ufba).
Dia 12/5 Filme: Adeus, Lênin!, de Wolfganger BeckerDebate: O declínio do socialismo e sua conseqüência na ordem mundial e no imaginário dos atores sociais, com a professora Enara Echart (Universidade Complutense de Madrid).
Dia 13/5 Filme: Os educadores, de Hans WeingartnerDebate: Novas formas de contestação em um conjunto de pulverização da ação emancipatória frente ao pensamento único neoliberal, com o professor Jorge Almeida (Ufba)
Dia 14/5Mesa-redonda: Juventudes contemporâneas e expressões do movimento estudantil hoje. As faces da nova ordem política mundial pós-Guerra fria. Novas formas de contestação e novos atores no cenário político. Com a socióloga Ruthy Laniado (Labmundo/Ufba), os cientistas políticos Paulo Fábio Dantas Neto (Ufba) e Maria Victoria Espiñeira (Ufba) e o sociólogo Fellipe Ramos (Labmundo).