terça-feira, 11 de março de 2008

SJCDH apóia ações preventivas para Santo Antônio de Jesus


Priorizar o pacto político funcional com o Governo do Estado para intensificar e fiscalizar as ações dos “traficantes” de pólvora no interior do Estado. Este foi o principal objetivo da reunião que aconteceu hoje (11) na sede da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) e que contou com a participação de representantes das secretarias da Justiça, Segurança Pública (SSP), da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (Sedes), do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (SETRE) e da Educação (SEC), além do Ministério Público (MP).
Atendendo às solicitações dos grupos de trabalhos (GTs) – formados para apoiar as vítimas e familiares das explosões que aconteceram em Santo Antônio de Jesus – a SSP vai disponibilizar, nos próximos dias, o serviço do Disque Denúncia. A intenção é justamente coibir possíveis ações dos fabricantes de pólvora das regiões afetadas pelo comércio clandestino de fogos de artifício. Castro Alves, Ferreira e Santo Antonio de Jesus são as cidades mais atingidas por este tipo de trabalho.
“Um dos grandes desafios a ser vencido atualmente é colocar em prática o cumprimento das ações preventivas dos GTs já existentes em parceria com o Governo”, afirmou o superintendente da Secretaria de Apoio e Defesa dos Direitos Humanos, Frederico Fernandes.
O medo de sofrer retaliação faz com que as vítimas se calem. Para aumentar o número de denúncias, o governo estadual, as prefeituras das cidades afetadas, o Exército, o MP e o Corpo de Bombeiros de cada região pretendem intensificar ações de fiscalização não só nos estabelecimentos registrados, como também nos que fazem parte do comércio informal, presentes nas feiras livres e nas zonas rurais.
Para os representantes envolvidos nas atividades de prevenção e apoio às famílias das cidades onde o comércio é basicamente movido pela produção de matéria bruta da pólvora, os últimos acontecimentos têm feito com que os órgãos do governo estejam atentos a importância de oferecer ferramentas dignas àqueles que vivem da fabricação de fogos.
O papel das Gts é direcionar os trabalhadores da área sobre os seus direitos trabalhistas e a sua integridade física. Campanhas de conscientização e mobilização dos riscos destas atividades já estão sendo promovidas junto aos órgãos de propaganda do Estado e devem entrar em circulação até o período do São João.

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