terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Educação Digital muda vida de jovens no São Caetano


Em julho de 2005, depois de constatado o aumento da marginalidade e o consumo de drogas surgi o Projeto Agir que tem como propósito envolver os jovens em atividades profissionalizantes, sociais e culturais. A redução do número de jovens carentes de incentivo para o mercado de trabalho, também faz parte dos objetivos dos cursos de capacitação. Com a missão que vai além de desenvolver e disponibilizar cursos profissionalizantes, as atividades do Agir vem firmando como compromisso a melhoraria da qualidade de vida das pessoas dentro e fora do São Caetano. Prova disso são as ações de desenvolvimento profissional em 2007 que resultaram na parceria com a Fundação Baiana de Engenharia – FBE. Reconhecida por obter cursos de alto nível, a Fundação tem agregado em seu corpo de alunos os jovens da comunidade que já passaram pelo Agir. “Nossa área de capacitação profissional não existe apenas para administrar e desenvolver talentos, mas ,sobretudo, assegurar a qualidade financeira de vida dos alunos”, afirma Joaquim Rener que é professor e idealizador do Projeto. Os cursos, com aulas teóricas e práticas, estímulos audiovisuais como vídeos e transparências, ministrado na Associação Beneficente Vila Tiradentes, Goméia e Roma (ACBVIGOR), e beneficia os moradores dos bairros que atua. Atendendo crianças, jovens e adultos, o Agir funciona com quatro turmas por mês, duas vezes na semana e duas horas por dia. Jovens formados ou cursando o ensino médio, podem participar das atividades, desde que sejam associados a ACBVIGOR ou tenham indicação de um colaborador. Cada aluno tem a responsabilidade sobre o material disponibilizado nas aulas e o resultado desta dedicação são os números de pessoas que participam ou já concluíram o curso, sendo colocadas no mercado de trabalho. Marineide dos Santos Lima, 40 anos, agente voluntária de limpeza e moradora da Vila Tiradentes, diz que se não fosse o curso de informática, a vida dela ainda seria de coletas semanais de lixo. “Hoje já me comunico com outras comunidades que fazem coleta voluntária e tenho a esperança de montar uma cooperativa”.

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