terça-feira, 27 de novembro de 2007

Um dia no Pelourinho


por Patrícia Sousa
2004


Passeando pelas ladeiras do Pelourinho viajamos por cidades de todo mundo,visitando museus como a Casa da Nigéria, na rua Alfredo Brito, ou assistindo peças que retratam a nossa baianidade exibidas no Teatro Miguel Santana, na rua Gregório de Matos. No local, para muitos, é possível sentir a intensidade do que é ser baiano e estar num lugar tão rico culturalmente.
Conversando com Luis André, encarregado das visitas à casa do Olodum, qualquer soteropolitano entenderá a expressão “Sorria, você está na Bahia”. Segundo ele, a partir da década de 60, o Pelourinho começou a sofrer um terrível processo de degradação política, social e econômica, pois a cidade sofria um intenso processo de modernização econômica que transformou sensivelmente a sua estrutura ganhando noves centros culturais, comerciais e novos bairros geográficos. O Olodum em parceria com Ongs e a Prefeitura da cidade deram inicio a uma nova fase do Centro Histórico de Salvador levando o turista a conhecer os primórdios da historia do Brasil. Quem também dá um “ar” de alegria e descontração aos casarões do Pelô são os guias turísticos. Miguel, destaque entre eles, começou nas ruas do Pelourinho orientando turistas informalmente em troca de camisetas para vestir. Hoje, com 22 anos, Miguel “Traquino” como é chamado pelos amigos, faz parte do projeto guia mirim da prefeitura de Salvador. Com sorrisos largos, subindo e descendo as ladeiras de Salvador, os quais turísticos vão explicando a colonização da primeira cidade do país.
Traçando cabelos ou cantando em barzinhos os baianos vêem no Pelô um ponto comercial informal de grande importância.
“O segredo do sucesso é o sorriso” diz Negra Jô com tamanho carisma trançando os cabelos de uma turista belga. Para Jô o Pelourinho modificou sua vida. Começou numa praça do Pelourinho em 1995 e hoje já possui salão próprio e é bastante procurado a qualquer dia do ano. Seu salão também promove cursos para cabeleleiros ou qualquer pessoa interessada em montar negocio próprio.Outro ponto que vale destacar no Pelô é o seu Carnaval que vem ganhando destaque ano após anos. Formado por brancos, negros, índios, seu povo mestiço e alegre, criativo, musical,herdeiros de rico folclore estam colorindo as ladeiras e praças do maior cento de manifestação cultural – O Pelourinho.

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